Em tempos de pandemia, agências de viagem precisam se reinventar

Em entrevista ao Diário do Aço, a gestora da agência O Giro Turismo, Edilene Lopes, avaliou a situação atual, provocada pelo novo coronavírus

Tiago Araújo


Edilene Lopes destacou que diante desse momento complicado, a agência O Giro tem buscado ajudar as pessoas e fazer a diferença

A chegada do novo coronavírus (Covid-19) ao Brasil provocou medo e incertezas na população. Causou preocupações tanto na área da saúde quanto na área econômica. Um dos setores mais impactados foi o do turismo, já que companhias aéreas suspenderam voos por tempo indeterminado, países fecharam suas fronteiras e muitas pessoas decidiram adiar suas viagens. Diante disso, as agências de turismo precisam se reinventar para superar esse desafio.

Em entrevista ao Diário do Aço, a gestora da agência O Giro Turismo, Edilene Lopes, avaliou a situação atual, provocada pelo novo coronavírus, e destacou que sua equipe de trabalho sempre busca maneiras de ajudar as pessoas nesse momento. “Fomos pegos totalmente de surpresa. Vivemos um momento de incertezas. A cada dia renova-se a esperança, mas também se renova a preocupação. E dentro do O Giro temos uma preocupação não só empresarial, mas de como fazer a diferença em um momento tão complicado como agora. Buscamos maneiras de ajudar e contribuir. É muito mais fácil para uma agência de turismo entrar em contato com uma companhia área do que uma pessoa que comprou pela internet uma passagem para fora do Brasil e não está conseguindo retornar. Temos ajudado, em média, seis ou sete pessoas por dia, que estão querendo voltar ao Brasil”, informou.

Atendimento 24 horas

Edilene Lopes também ressaltou que, quando uma pessoa ultrapassa seu tempo programado em uma viagem, para fora do país, se torna algo muito preocupante, porém, ela pode sempre contar com a agência O Giro, que atende 24 horas. “Nessa situação fica difícil de sobreviver financeiramente, ainda mais com o mundo em caos. Pessoas de vários cantos do país ligam para nós pedindo ajuda e nós atendemos o telefone a qualquer hora, independente se é cliente ou não. Temos o dever de ajudar o próximo nesse momento. E apesar do decreto municipal, que determinou o fechamento do comércio, vale ressaltar que O Giro continua trabalhando, mas com as portas fechadas. Estamos usando a tecnologia, fazendo reuniões por videoconferência com nossos funcionários e trabalhando no modelo home office (escritório em casa). Essa é uma ótima forma de trabalhar e manter as nossas atividades, sem desrespeitar o decreto municipal”, afirmou.

Apoio do governo

Na entrevista, a gestora do O Giro destacou que o apoio do governo federal é fundamental durante essa crise provocada pelo novo coronavírus. “Uma nação não vive sem um governo, ou seja, alguém para nos apoiar. Eu acredito que o governo pode fazer toda a diferença nesse momento. Se ele não fizer sua parte, não tem como nós sobrevivermos no mercado. E quando o governo vem com suas ações, é preciso que as empresas estejam organizadas para quando esse momento chegar. Com isso, quando essa situação for controlada, precisamos sair dessa crise com nosso diferencial”, destacou.

Reinventar

Para Edilene Lopes, as agências de turismo podem se reinventar, desde que consigam entregar aquilo que o cliente está comprando. “Para mim, toda agência precisa ter inovação, planejamento, organização e, principalmente, seriedade. É preciso trabalhar com transparência, com contratos bem escritos e cláusulas bem claras. Tenho credibilidade para falar para meu cliente ficar tranquilo e que ele poderá viajar no segundo semestre do ano com todas as garantias que foram oferecidas no primeiro momento. Nós, como empresas de viagens, podemos fazer desse limão uma limonada, aproveitando as oportunidades que o mercado vai oferecer”, salientou.

Otimismo e fé

Edilene Lopes também relatou que acredita que ainda esse ano será possível que as atividades voltem ao normal. “Já estamos trabalhando com as solicitações de viagem a partir de agosto deste ano. Precisamos ter otimismo e fé. Portanto, vamos juntar esses dois e ir para frente, que vai dar tudo certo”, concluiu.
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Comentários

Tião Aranha 11 de abril, 2020 | 11:38
Fazer do limão uma limonada-, não sei até que ponto ácido ascórbico combate candangovírus. Viajar de avião e de navio virou um grande risco dadas às condições propícias à contaminação de ambiente de aglomeração de pessoas. Depois dessa crise, o mundo será diferente. (No Uruguai tem um navio ancorado com mais de 80 invectados - e ninguém tem como nem chegar perto; só mandando seus passageiros pro país de origem). A vida a gente só tem uma; logo, é safra de apenas uma colheita. A narrativa acima me fez lembrar até duma estória contada na infância pela professorinha - quando eu frequentava os bancos escolares. Bem lá atrás. (Me desculpe pela insensatez se entrei na conversa sem ser convidado, mas na internet o pensamento é livre). "Em festa de cobras sapo não entra, então, dentro do avião, perguntaram para o sapo se ele queria cair na água ou na pedra; ele respondeu que queria cair na pedra
sabendo que iria jogá-lo na água.
- Diante da atual situação, qual será que é a categoria de trabalhadores que essa aí representa?
Empresários, Professores? Sindicatos? Pelegos, ou todos juntos? Vida que segue.
Cristina Silva 31 de março, 2020 | 07:08
Olá muito bom dia, adorei a sua ideia. Tb estou perdida diante da situação que estamos e tudo parado. Se dependemos de fornecedores como vcs estão conseguindo assim ajudar seus clientes?
Gostaria de uma luz por favor
Desde já o meu muito obrigado
Grande abraço
Jt 29 de março, 2020 | 19:48
Parabéns pela entrevista, e que Deus nos abençoe!
Messias Araujo 29 de março, 2020 | 17:11
Olá Edilene Lopes, realmente tudo isso pegou todos nós de surpresa,sou Messias e sou brasileiro de Belém do pará estou á 6 anos morando no Chile,e nós quase compramos nossas passagens de avião de Santiago do Chile a Belém,aqui somos 5 pessoas minha esposa chilena eu e meus 3 filhos que são chilenos nasceram aqui,estava indo tudo bem até que chegou isso de corona vírus que fez fechar todas as fronteiras,e independente de tudo isso ainda estamos otimistas de voltar a morar no Brasil em Belém né,com todas as linhas aéreas paradas,eu poderia comprar nossas passagens pro final do mês de junho? Vc achas que até lá já voltou a normalidade? Eu creio em Deus que sim estamos bem motivados pra voltar a morar no Brasil antes de julho.que vc me fala a respeito disso?e outra coisa vc acha que as passagens aéreas vão aumentar depois que terminar tudo isso?ou não vão fazer promoções? porque sei que muitas pessoas não vão querer viajar.

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