Viação Presidente suspende viagens diretas entre Ipatinga e Belo Horizonte

A medida visa evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19) no país

Bruna Lage


Os passageiros do Vale do Aço precisarão utilizar agora a linha Caratinga/Belo Horizonte

A partir desta quarta-feira (25), a Viação Presidente divulgou que não haverá mais ônibus saindo de Ipatinga a Belo Horizonte, por tempo indeterminado. Os passageiros do Vale do Aço precisarão utilizar a linha Caratinga/Belo Horizonte, que tem apenas dois horários agora, conforme a nota da empresa. A medida visa evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19) no país.

Até o fechamento desta edição, a empresa não havia divulgado os horários que os ônibus da linha Belo Horizonte/Caratinga passarão em Ipatinga. Apenas informou que o transporte sairá da rodoviária de Caratinga nos horários de 8h40 e 23h59. E na rodoviária da capital mineira, às 8h e 23h59. Com isso, o horário previsto que o veículo deve passar na rodoviária de Ipatinga seria cerca de uma hora e 40 minutos após a partida de Caratinga, e cerca de 4 horas e meia após sair de Belo Horizonte.

Vale ressaltar que os ônibus dessa linha não param nas rodoviárias de Timóteo e Coronel Fabriciano. Os passageiros dessas cidades precisarão se locomover até a rodoviária de Ipatinga.

Venda de passagem

Conforme apurado junto à empresa, as passagens não são mais vendidas pela internet. Os passageiros precisam comprar diretamente no guichê ou dentro do veículo. Os clientes que já compraram passagem e que optarem por não viajar neste momento poderão realizar a remarcação do bilhete para a data desejada, desde que dentro do prazo de validade de 12 meses a contar da data da compra, conforme Lei nº 11.975/2009.

Limite máximo

Os ônibus da Presidente também estão viajando com o limite máximo de cerca de 20 passageiros. O intuito é evitar um excesso de pessoas dentro do veículo, o que contribuiria para a propagação do novo coronavírus.

Para mais informações, os clientes poderão entrar em contato com guichê de Ipatinga, Belo Horizonte ou Caratinga: (31) 3822-4121, (31) 3201-1591 e (33) 3321-4220.
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Comentários

Wilson 27 de Março, 2020 | 09:07
Desde o surgimento do buser eu já postei vários comentários em sites especializados sobre o que eles ofereciam e o que eles fariam ou seus usuários e defensores diante de uma crise, infelizmente esse momento chegou e está acontecendo exatamente como previsto. Não tem o passageiro fácil, eles param, as pessoas correm para as rodoviárias e exigem que tenha ônibus disponível. Pode ser qualquer situação, não precisa ser uma pandemia, as regras deles já são assim, não atingiu a margem, cancela. Ninguém lembra, elogia ou os crítica. Mas como previsto, as empresas regulares aparecem mais uma vez como vilãs da história, como as que são obrigadas a se fazerem presentes e operar a qualquer custo, mesmo com prejuízo.
Não é a empresa, são as empresas que pararam. Não suportam mais os prejuízos.
A razão é simples, agora restaram poucos passageiros que "se arriscam" a viajar por várias necessidades. O governo do estado, ao contrário do federal que declarou o ônibus como essencial, se limitou a impor as empresas regulares que operem com todos os horários sob o risco de cassação das concessões, com 50% da lotação, o que na situação atual não faz diferença e que limpem bem os carros.
Daí vieram alguns governadores, inclusive de Minas, que proibiram a passagem das linhas interestaduais, mas a proibição depende do aval da ANTT, que negou, alguns não respeitaram e impediram a passagem do ônibus assim mesmo. No mesmo caminho surgiram os prefeitos que, além de proibir, caso de Timóteo o intermunicipal e Cel. Fabriciano, ainda colocaram obstáculos e barreiras e ameaçaram com apreensão e multas pesadas aos ônibus.
Portanto, as empresas regulares que são as piores do mundo na visão curta de quem apoia a coisa errada e incentiva o clandestino, mesmo com meia dúzia de passageiros, quando muito, estavam lá, disponíveis, cumprindo seu papel, continuaram operando por mais de 15 dias sem qualquer apoio e pouquíssimos ou nenhum passageiro.
Porém não há negócio que se sustente bancando prejuízo e com perdas acima de 90% do número de passageiros, nenhuma aguentapor muito tempo.

Roberto J d Assuncao 27 de Março, 2020 | 07:15
O problema não é o Virus, e sim financeiro. Como não está havendo passageiros, fica complicado rodar vazio. É só falar a verdade!
Rosan da Silva Fernandes 26 de Março, 2020 | 10:31
A empresa parou com a linha por causa da epidemia ou porque só poderia ter 20 passageiros por onibus? Ai tem!

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