Bruno Haddad
Cruzeiro lidera o ranking de equipes devedoras
Por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional suspendeu pelos próximos 90 dias os atos de cobrança da dívida ativa da União. A medida vale para os 26 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro que possuem passivos tributários e previdenciários com a entidade.
Conforme a Portaria Nº 7.821, publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (18), as medidas aplicam-se aos prazos em curso a partir do dia 16 de março deste ano e serão mantidas até quando perdurar o estado de emergência sanitária no país. A nova rotina, no entanto, pode sofrer alterações de acordo com o processo de evolução da Covid-19.
As medidas têm como objetivo viabilizar a superação da crise financeira, levando em conta os efeitos da pandemia sobre as condições de pagamento dos contribuintes. No caso dos clubes, com a paralisação das competições nacionais, regionais e estaduais, perde-se a receita de bilheteria dos estádios durante este período. Além de que a negociação por patrocinadores se torna mais difícil.
Um dos clubes endividados é o Cruzeiro. Afundado em uma crise política, administrativa e financeira, o clube, rebaixado à Série B do Brasileirão, lidera o ranking de equipes devedoras. A Raposa acumula o montante de R$ 261.651.485 em débitos na União. Consequentemente, é o líder neste quesito na Segunda Divisão. Seguido por Guarani-SP (R$ 150.488.696) e Náutico (R$ 78.807.530).
Já a dívida do Atlético gira em torno de R$ 49.5 mil.
CEO testa positivo Sandro Gonzalez, CEO do Cruzeiro, está com coronavírus. A notícia foi divulgada na noite de sexta-feira pelo clube, que detalhou que o estado de saúde dele é bom, e o empresário permanece em casa, com a sua família, isolado em quarentena.