Em meio à pandemia, infectologista reforça necessidade de cuidado com a higiene

Aloísio Bemvindo lembra que máscaras não são necessárias para todos

Álbum pessoal


Médico infectologista aconselha população a não acreditar em qualquer notícia sobre o vírus
(Bruna Lage- Repórter)
Cada vez mais presente nos noticiários e nas ações dos órgãos de saúde, o novo coronavírus (Covid-19) tem dado o que falar. O Diário do Aço conversou com o médico infectologista Aloísio Bemvindo, que reforçou o pedido dos órgãos de saúde de manter a higiene e evitar aglomerações.

Aloísio Bemvindo esclarece que a pandemia já está espalhada por todo o mundo, inclusive no Brasil. Apesar de estar fora do Vale do Aço em razão de uma viagem, o médico tem acompanhado a situação. “Estou fora há quase 30 dias, mas venho observando notícias de uma incidência grande de infecções respiratórias sendo atendidas nos postos, no Hospital Márcio Cunha, UPA’s e hospital municipal. Certamente muitos desses casos são resfriados, gripes, sinusites, mas muitos devem ser responsabilizados pelo novo coronavírus”, pontua.

O infectologista salienta que há uma dificuldade com os exames. “Os resultados demoram bastante, principalmente nos prontos-socorros. O hospital aguarda para dar uma informação mais segura e isso tudo faz com que demore. Eu acredito que se ocorrer um epicentro da doença, certamente será naquela região onde a população venha a não cumprir as normas estabelecidas pelas autoridades do Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais, como as medidas higiênicas. É preciso lavar as mãos frequentemente, usar álcool em gel e se não tiver sintomas mais evidentes da infecção respiratória, não ir aos hospitais”, alerta.

Não ir a locais como unidades de saúde e hospitais é fundamental para não se contaminar na sala de espera, acrescenta Aloísio Bemvindo, onde há vários pacientes tossindo, com sintomas que podem ser coronavírus e muitos que de fato são. “Quem se precipitar em ir, poderá adquirir o vírus por lá. Uma das medidas mais importantes é o isolamento domiciliar, talvez das mais [importantes]. Quanto menos contato tivermos com outras pessoas, menor a chance de adquirirmos a doença e de passar para outras. Não temos condições de saber quem está com a doença ou não, porque muita gente que é portadora do vírus não tem sintoma algum, principalmente as crianças”, reforça.

Informações devem ser checadas

Álcool em gel caseiro, gargarejo com vinagre e tantas outras informações esdrúxulas precisam ser checadas. O médico aconselha que a população não acredite em tudo o que lê sobre o vírus, deixando de lado o que não for dito pela Organização Mundial da Saúde e secretarias. “Em tempos como esse, as mídias sociais estão cheias de fofocas e brincadeiras, notícias falsas, vaidades pessoais de gente querendo aparecer e isso tudo faz com que fiquemos com ansiedade, acreditando em tudo. Brinco que vai acabar a epidemia e não terá psiquiatra suficiente pra tratar da ansiedade de todo mundo”, diz o médico.

Ele esclarece que as máscaras devem ser usadas, principalmente, por pessoas com suspeita da doença e que estão com algum sintoma, assim como profissionais da saúde que no trabalho diário com pacientes precisam se proteger. “Mas não adianta sair pra rua sem sintomas usando máscara à toa. Devemos é procurar ficar longe das pessoas, pelo menos um metro e meio de distância, evitar aglomerações como festas de aniversários, igreja e bares. Temos de ficar alerta para tudo isso”, conclui.
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