Outro recomeço

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
O conselho gestor do Cruzeiro desta vez agiu rápido e, três dias depois da demissão de Adilson Batista, anunciou o substituto, Enderson Moreira, de 48 anos, que dirigia o Ceará.

Vários fatores pesaram para a escolha, como, por exemplo, o fato de já ter trabalhado nas divisões de base e conhecer bem o clube, mas, sobretudo, a experiência de Enderson Moreira com a Série B, onde foi campeão duas vezes com Goiás e América, sendo que neste último ele inclusive trabalhou ao lado de Ricardo Drubsky, atual diretor de futebol, um dos responsáveis por sua contratação.

Enderson tem tudo para fazer um bom trabalho, pois, além de competente, conhece bem o futebol mineiro e os atalhos da Série B, onde vai buscar como meta principal o retorno celeste à elite do futebol nacional.

Mas será um novo recomeço, pois do que sobrou de legado o ex-técnico, Adilson Batista, e do ex-diretor de futebol, Ocimar Bolicenho, pouco ou nada poderá ser aproveitado. “Os problemas continuam graves e complexos, dentro e fora de campo, sem saber como recomeçar. Neste momento, é necessário coragem, competência, lucidez e seriedade. É sonhar demais”. Tostão, sobre a fase atual do Cruzeiro em sua coluna na “Folha de SP”.

Radar ligado
Com os gramados vazios, devido à paralisação das competições, além de ter dispensado todas as categorias de profissionais para passar o período de confinamento em casa, as atenções no Atlético se voltam para os bastidores.
O radar para identificar e contratar reforços foi ligado após a chegada de Alexandre Mattos, o novo diretor de futebol, visando atender os vários pedidos feitos pelo técnico Jorge Sampaoli.

Sampaoli teria indicado a contratação do goleiro do Fortaleza, Felipe Alves, de 31 anos, por estar insatisfeito com Rafael, Víctor e Michael, que tem dificuldades em jogar com os pés, uma das características exigidas por ele para ser o titular nos times que dirige.

Confesso que estou curioso quanto ao desfecho disso tudo, pois se Mattos tem conhecimento do mercado, agora não tem cheque em branco para contratar, como ocorria no Palmeiras.
E, por outro lado, Sampaoli se comporta às vezes como um menino mimado quando não lhe dão o brinquedo desejado, além de possuir um ego exageradamente inflado e o pavio curto.

FIM DE PAPO
• A única equipe entre os times do Módulo I do Campeonato Mineiro que não paralisou as suas atividades por conta da ameaça do coronavírus foi a Tombense, vice-líder da disputa. A decisão tomada pelo presidente, Lane Gaviole, de manter os atletas em atividade neste período, baseou-se em alguns detalhes no mínimo curiosos.

• A cidade de Tombos tem 10 mil habitantes e nenhum caso suspeito registrado até agora. Como todos os jogadores são de fora, no entender do dirigente, caso fossem liberados para viajar para seus locais de origem, teriam muito mais chances de se contaminar do que se ficassem confinados em casa, ou no hotel do clube, onde moram os solteiros. Com este “big brother” particular, a Tombense pretende voltar à competição estadual, quando ela for retomada, em melhores condições que os seus adversários, para tentar conquistar o título pela primeira vez em sua história.

• Eu acho difícil, mas a ideia da Federação Mineira de Futebol é retomar as competições no dia 8 de abril, quarta-feira, e encerrar a primeira fase provavelmente no domingo de páscoa, 12, definindo assim os classificados às semifinais e os rebaixados ao Módulo II. O torneio foi paralisado antes da 10ª rodada, inicialmente prevista para este fim de semana. Já o Troféu Inconfidência, a ser disputado por times que terminarem do quinto ao oitavo lugar, deverá ser cancelado, dependendo dos interesses de quem estiver envolvido no torneio.

• Como se não bastassem todas as dificuldades que a população enfrenta com o coronavírus, torcedores do Villa Nova, de Nova Lima, ainda passaram por um constrangimento desnecessário, causado pela falta de organização da diretoria do clube. A troca de ingressos para os torcedores que haviam comprado entrada para o jogo entre Villa Nova e Atlético, que foi realizado com portões fechados, no último sábado (14), durou menos de uma hora na ultima quarta-feira (18) e o dinheiro acabou, causando confusão e muitos problemas no estádio Castor Cifuentes. Milhares de pessoas na fila esperaram por mais de duas horas, sem atendimento, até que a devolução recomeçou. Ninguém trata tão mal assim os seus torcedores-consumidores do que clubes de futebol. (Fecha o pano!)
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