Wellington Fred / Reprodução
John Lenon foi atingido a tiros e morreu antes de ser socorrido
Atualizada às 13:41John Lenon Rodrigues de Paula, de 28 anos, foi assassinado com pelo menos dois tiros na cabeça no início da noite desta segunda-feira (2). O crime ocorreu no fim da rua Avenca, no bairro Águas Claras, próximo ao acesso para uma trilha que liga o bairro ao antigo clube Green Park, em Santana do Paraíso.
Os moradores escutaram os disparos e acionaram a Polícia Militar. Com a chegada das equipes, John foi localizado caído e acionado um socorro, mas o jovem já estava sem sinais vitais. Os militares isolaram a área do crime para os trabalhos da perícia da Polícia Civil.
Inicialmente, o perito constatou duas perfurações de tiros na cabeça de John Lenon e recolheu um cachimbo usado para fumar droga. Os policiais encontraram dois pares de chinelos no início da trilha, possivelmente um deles seria da vítima. O outro par não se sabe se seria do autor do crime ou de uma pessoa que acompanhava John.
O corpo da vítima foi removido pela Funerária Nova Aliança para o IML de Ipatinga, logo depois dos trabalhos da perícia da Polícia Civil. Ao Diário do Aço, os populares informaram que John Lenon morava na rua José Pedro dos Santos, no bairro Águas Claras.
O tenente Johne, comandante das equipes do Tático Móvel da 143ª Companhia, confirmou ao Diário do Aço que John Lenon tinha diversas passagens pela polícia e inclusive estava com um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça da Comarca de Ipatinga. “Já temos umas informações e estamos trabalhando nelas”, adiantou o oficial.
Buscas aos autoresAs equipes da PM tiveram acesso a um celular, aparelho o qual a vítima usou para trocar mensagens com duas pessoas, ambas já identificadas pelos policiais militares. A conversa seria sobre uma possível dívida de drogas que John Lenon teria com os suspeitos.
Os policiais conseguiram localizar M.S.S., de 25 anos, que foi visto por populares na companhia da vítima momentos antes do crime. Ao ser encontrado, M. alegou que estava na casa da namorada, mas entrou em várias contradições e confirmou ter visto toda a situação em que John Lenon foi executado.
Ele disse que a vítima o acompanhava na caminhada para a casa da namorada, mas não explicou bem porque ambos estavam juntos. M. disse que um dos pares de chinelos é dele, e que foi deixado para trás no momento que surgiram dois autores e atacaram John Lenon. O jovem alegou que não viu os rostos dos autores, pois o local estava escuro. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.