Rodoviários iniciam campanha salarial no Vale do Aço

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Coronel Fabriciano e Região, as assembleias ocorreram nas três cidades visando ampliar a participação dos trabalhadores na construção da pauta

Divulgação


Além da campanha salarial, Sinttrocel também discute os transtornos que a falta de educação no trânsito tem provocado

A data base da campanha salarial dos trabalhadores rodoviários da região é em março e a categoria já fechou sua pauta de reivindicações após realizar assembleias em Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano, e que já foi entregue às empresas do transporte coletivo do Vale do Aço. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Coronel Fabriciano e Região – o Sinttrocel, Marlúcio Negro da Silva, as assembleias ocorreram nas três cidades visando ampliar a participação dos trabalhadores na construção da pauta.

Entre os itens da pauta está: a recomposição salarial pelo INPC dos últimos doze meses mais ganho real, além da manutenção de conquistas anteriores; manutenção do plano de saúde e odontológico; pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que integra a pauta de reivindicações com valor de um salário base do motorista para todos os trabalhadores e a exclusão de critérios de cortes que penaliza a categoria.

O presidente destaca ainda a manutenção de todos os postos de trabalho da categoria, incluindo os cobradores no transporte urbano do Vale do Aço, e o fim da dupla pegada.

A pauta foi entregue às empresas no dia 10 de fevereiro e as negociações serão realizadas ao longo do mês de março.
Segundo o vice-presidente do Sinttrocel, Geraldo Gomes, “o momento que o país atravessa está difícil, mas é hora de lutar, conversar na garagem, no clube, nas redes sociais, em todo lugar, como mobilizar os trabalhadores para termos vitória nessa campanha. Acredito que vamos sair vitoriosos”.

A diretoria do Sinttrocel aguarda agora o agendamento para a primeira rodada de negociações para a primeira semana de março com a direção das empresas Univale, Saritur e Acaiaca, além da garantia de manutenção da data base.

Falta de fiscalização

Também está em debate na categoria os transtornos que a falta de educação no trânsito, negligência e a imprudência têm provocado para a população e trabalhadores do transporte. O presidente do Sinttrocel aponta que basta alguns minutos de observação nas principais vias da região para constatar todo tipo de infrações no trânsito.

Segundo Marlúcio, “em quase todos os pontos de ônibus vemos motoristas de aplicativos e muitas vezes de transporte clandestino embarcando e desembarcando passageiros. Não são raros os acidentes, principalmente com pessoas mais idosas e com mobilidade reduzida, ao ter que ir, quase no meio da rua, para embarcar no ônibus, ou desembarcar no meio das vias públicas. Para agravar mais a situação, em caso de colisão, acidente com o cidadão, as empresas de ônibus vêm cobrando do motorista de ônibus os prejuízos à frota e até mesmo as indenizações aos passageiros”, denuncia.

Outro sinal de descaso com o trânsito nas cidades são as caçambas colocadas nos pontos de ônibus, aponta o Sinttrocel. “Além de esperar muito tempo o ônibus, muitas vezes temos que andar quase até o meio da rua para pegar a condução, tem risco de buracos, motos, acho que a prefeitura deveria tomar atitude quanto a essas caçambas”, disse Maria Rita Souza, moradora de Coronal Fabriciano.

O sindicato informa já notificou as administrações de Timóteo, Ipatinga e Fabriciano, mas sem retorno até o momento. O presidente do Sinttrocel citou ainda que, quando chega a data base da categoria, as prefeituras fazem várias exigências às concessionárias. “Isto deveria ser feito durante todo o ano e não só na data de negociação entre as empresas e os trabalhadores”, destaca Marlúcio.

Para ele, as prefeituras deveriam iniciar pelo cumprimento das leis de trânsito, como colocação de coberturas nos pontos de embarque e desembarque, sinalização de trânsito vertical e horizontal nos pontos de ônibus entre outras exigências legais. “Salientamos que os trabalhadores não podem pagar pelos erros das autoridades e vamos lutar com todos os nossos instrumentos legais em defesa da categoria”, finaliza Marlúcio.
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