O primeiro bispo do Brasil

Religioso tinha o nome de Sardinha e foi ‘comido’ pelos índios caetés

No ano de 1549, o governador-mor Tomé de Sousa, seguindo as ordens de D. João III, desembarcou na capitania da Bahia, escolhida para sediar o governo-geral do Brasil.

Junto com ele estavam havia uma caravana de mil integrantes, incluindo o provedor-mor, Antônio Carlos de Barros; o ouvidor-mor, Pêro Borges; o capitão-mor-da-costa, Pêro de Góis, e seis jesuítas chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega.

Tomé de Sousa, assim como o rei de Portugal, pretendia povoar as terras brasileiras e, mais do que isso, queria estreitar cada vez mais o relacionamento entre brancos portugueses e os índios.

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Foto do monumento em homenagem ao primeiro Bispo do Brasil, em Salvador
Por isso, nem ele nem o ouvidor-mor se importavam com as liberdades a que os portugueses se davam folgando com as mulheres da terra, ainda que fossem casados em Portugal.

Não foram poucos os protestos do padre Manuel da Nóbrega contra essa situação, sem que os governantes ouvissem. Assim, o conflito entre os jesuítas e os governantes portugueses foi se tornando cada vez mais acirrados e constantes.

Coube a Tomé de Sousa criar o bispado em Salvador, o primeiro do Brasil. O então Papa Júlio III nomeou D. Pêro Fernandes Sardinha para ser o primeiro bispo da cidade e do país.

D. Pêro chegou a Salvador em 25 de fevereiro de 1551, aos 55 anos. Foi ordenado bispo por Dom Fernando de Menezes Coutinho e Vasconcellos, tomando posse no dia 22 de junho de 1552.

No entanto, o mandato de D. Pêro Sardinha foi curto, durou até 1556. Tomé de Sousa foi substituído por Duarte da Costa e o bispo brigou com o filho do novo governador, sendo chamado de volta a Portugal.

O navio em que ele viajava naufragou em águas alagoanas. Dos tripulantes da embarcação, 90 alcançaram terra firme, incluindo o bispo, mas foram mortos e devorados pelos índios caetés, que pertenciam à família dos tupynambás. Apenas três conseguiram fugir para contar a história.
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