Um dos metalúrgicos pioneiros da cidade, o aposentado Francisco Mário de Oliveira, de 102 anos, morreu na manhã de domingo, no Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, onde estava internado há pouco mais de uma semana.
Arquivo familiar
Francisco Mário tinha 102 anos
Francisco Mário de Oliveira, a quem os amigos e familiares chamavam de Quitó, nasceu em 22 de outubro de 1917, filho de José Francisco de Oliveira e Alice Isabel da Encarnação, num lugarejo chamado Piraguara, às margens do Rio Piranga, na microrregião de Viçosa.
Veio para Ipatinga em 1959 para fazer testes na Usiminas, entrando para a empresa com a matrícula nº 735, indo trabalhar no almoxarifado, recebendo os materiais que chegavam na pequena estação de trens do bairro Horto. Em maio de 1960 trouxe a família para o Vale do Aço, levando-os para morar na fazenda ‘Mangueira’, em Pedra Corrida.
Em dezembro de 1960, mudou para uma casa no bairro Caladinho, em Coronel Fabriciano, indo depois para o distrito de Melo Viana, onde ficou até dezembro de 1963, quando a Usiminas cedeu-lhe uma casa no bairro Bom Retiro. Trabalhou ainda nos setores de caldeiraria e alienados pela Usiminas, aposentando-se em 1983.
Em Ipatinga, Francisco Mário sempre esteve envolvido em movimentos religiosos, atuando na Sociedade São Vicente de Paulo (Vicentinos) e integrando a equipe de Eucaristia da Igreja Nossa Senhora da Conceição, no Bom Retiro. Casado com a professora Natércia de Souza Oliveira (Escola Gente Inocente), teve 14 filhos, 13 dos quais ainda vivos.
Um dos mais antigos assinantes e leitor assíduo do jornal, Francisco Mário de Oliveira era sogro do jornalista e revisor Nivaldo Resende, que integra a equipe de profissionais do Diário do Aço.
A família decidiu que o velório será realizado nesta segunda-feira (24), a partir de 5h e até o meio-dia, na Funerária Nova Aliança, na avenida Londrina, 490, bairro Veneza II. O sepultamento ocorrerá logo em seguida, no cemitério Parque Senhora da Paz, em Ipatinga.