Fracasso anunciado

Fernando Rocha

Divulgação


Fernando Rocha
A diferença – três gols - que o Atlético precisava tirar do Unión Santa Fé era de fato muito grande, mas até que o time superou as deficiências técnicas, táticas e de confiança, conseguindo uma atuação de exceção no primeiro tempo, ao fazer 2 x 0 e sinalizar que poderia obter o tal “milagre” esperado por sua fiel e fanática torcida.

Mas ocorre que o “Sobrenatural de Almeida”, personagem épico de Nelson Rodrigues, vem tendo aparições cada vez mais escassas e caiu fora no 2º tempo, sobretudo depois que viu os pés tortos de Natan e Arana, frente à frente com goleiro adversário, desperdiçarem chances claras que poderiam ter mudado o resultado da partida.
Na verdade, a eliminação mais uma vez precoce na Copa Sul-Americana, conforme reconheceu o próprio técnico Dudamel, foi encaminhada nos 3 x 0 sofridos no jogo de ida na Argentina, em uma noite onde o futebol do alvinegro foi a mesma coisa que nada.

Vida que segue, e agora o Atlético tem a Copa do Brasil e o Brasileirão para disputar, além do Estadual, que virou mais do que obrigação de vencer, considerando-se a diferença técnica e econômica em relação aos demais concorrentes.

Mas é preciso entender que o futebol não é uma ciência exata, e pelo que foi apresentado até agora sob o comando de Dudamel, não dá para ser otimista, e tampouco dá para exigir que o torcedor tenha paciência ou espere passivamente por uma evolução do time, uma falácia que entra ano sai ano é sempre a mesma coisa.

Boa notícia
Uma boa notícia para os brasileiros que residem no exterior, sobretudo na Europa, que pagam caro e ainda precisam fazer malabarismo para assistir os jogos do seu time favorito nos nossos campeonatos nacionais.
Na semana passada ocorreu uma reunião na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com a presença de representantes de todos os clubes da Série A, onde foram encaminhadas com sucesso as tratativas para a venda dos direitos internacionais do Campeonato Brasileiro 2020.

Três empresas oficializaram o interesse na compra desses direitos - IMG, TV NSports e Betsul -, sendo que a primeira, por ter maior tradição e experiência internacional neste ramo, é a favorita para fechar com os clubes. Ao invés de cotas fixas, os clubes vão ter participações na venda de pacotes, projetando assim ganhos futuros maiores, a partir do início das operações.

Essa novela da venda dos direitos internacionais do Brasileiro vem se desenrolando desde 2018, registrando-se duas tentativas fracassadas da CBF, que queria fazer tudo sozinha. Agora foi formada uma comissão de representantes dos clubes, que até o fim do mês irá bater o martelo, pretendendo controlar todo o processo.

FIM DE PAPO
• Useira e vezeira em fazer lambanças na administração do campeonato local, a Federação Mineira de Futebol continua impedindo que os clubes busquem parceiros ou façam eles mesmos as transmissões via internet de seus jogos da 1ª e 2ª Divisões. Em várias cidades, como Ipatinga, nenhuma emissora de rádio está transmitindo as partidas de seu representante e o torcedor fica sem informação alguma, até mesmo dos resultados. Isso só faz piorar ainda mais o nível de qualidade das competições, que já é muito ruim.

• A comissão de arbitragem da CBF considerou positivo o teste realizado na decisão da “Supercopa”, entre Flamengo e Athletico-PR, em Brasília, onde pela primeira vez a cabine do VAR ficou na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e não nas dependências do estádio. Agora, o objetivo da CBF é implantar este sistema, usado pela primeira vez na Copa da Rússia, no próximo Campeonato Brasileiro. Mas ainda não foi batido o martelo sobre o assunto, pois depende do aval dos clubes.

• A falta de transmissão pela TV do último Fla-Flu, pela semifinal da Taça Guanabara, gerou uma série de discussões sobre os efeitos no comportamento do público no estádio. Vários lances só foram decididos após a checagem pelo VAR, mas desta vez, seja nas arquibancadas ou na tribuna de imprensa, o foco na arbitragem diminuiu consideravelmente, em razão de não haver imagens disponíveis dos lances polêmicos nos tablets e celulares, o que inibiu as opiniões taxativas dos comentaristas que influenciam diretamente no humor dos torcedores. Só no dia seguinte, depois que a Federação Carioca divulgou as imagens dos lances checados, ficou comprovado o acerto pelo VAR e as dúvidas foram desfeitas.

• A derrota do Cruzeiro de 2 x 0 para o Tombense, na última quinta-feira, em Tombos, precisa ser vista com cautela e, ao mesmo tempo, com um olhar crítico e realista por parte da sua torcida e diretoria. Assim como o carro não anda sem gasolina, para se tornar vencedor um time de futebol precisa de jogadores com qualidade suficiente, ser equilibrado, unir juventude e experiência, além de ter um técnico competente.

Só o nome e o peso da camisa não é mais garantia de sucesso no futebol. O problema é que o Cruzeiro atual não tem um time equilibrado, mantem um técnico com prazo de validade vencido e não tem condição financeira para intervir e mudar logo a situação. (Fecha o pano!)
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