O fim de Liniker e os Caramelows

Cantora e banda anunciam separação e estão prontos para trilhar novos caminhos

Cinco anos se passaram desde que os versos "a gente fica mordido, não fica?" e "deixa eu bagunçar você", da música "Zero", tomaram conta da internet. Em menos de uma semana, a banda Liniker e os Caramelows, autora da faixa, acumulou milhões de visualizações.

Eram ouvintes de todo o Brasil e também do mundo afora, sendo a Polônia o segundo local com maior número. Desde então, o grupo, formado em Araraquara, no interior de São Paulo, se propôs a ser mais do que uma pauta passageira, mais do que um vídeo que viralizou. Criou uma carreira sólida e, hoje, em 2020, soma raros feitos para um conjunto tão jovem.

Leila Penteado/Divulgação/Trovoa


Liniker (ao centro) e os Caramelows: caminhos diferentes
Formada por Liniker Barros (voz) e os Caramelows - Rafael Barone, baixo; Péricles Zuanon, bateria; Renata Éssis, backing vocal; William Zaharanski, guitarra; Éder Araújo, saxofone; Fernando TRZ, teclados; e Marja Lenski, percussão -, a banda rodou o país entre 2015 e 2020 sem uma pausa sequer.

Mais de 83 cidades receberam shows, algumas delas, mais de uma vez. Foram apresentações em casas e festivais importantes como Lollapalooza e Rock in Rio. Dividiram o palco com muitos representantes da música brasileira, incluindo Criolo e Elza Soares.

E veio uma carreira internacional. Mais de 24 países foram visitados pelo grupo, mostrando o repertório dos discos Remonta (2016) e Goela Abaixo (2019). Este último, inclusive, foi indicado ao Grammy Latino. Glastonbury (Inglaterra), Primavera Sound (Espanha) e Womad (Ilhas Canárias) foram alguns dos festivais pelos quais eles passaram no exterior.

Agora, após cinco anos intensos, a cantora e compositora Liniker e o grupo Caramelows optaram por anunciar uma separação. Algo natural, oriundo do desejo das duas partes de explorar novos caminhos. Liniker, por exemplo, já lançou uma música própria (sem a banda) no programa Colors. A partir deste ano, ela realiza também o sonho de se dedicar à carreira de atriz.

Os Caramelows, por sua vez, desenham uma carreira múltipla. Nos shows, já tocavam uma música ou outra instrumental. Gravações com outras vocalistas também estão encaminhadas, incluindo a rapper espanhola Indee Styla e a cantora moçambicana Selma Uamusse, lançamentos que vão acontecer ainda no primeiro semestre de 2020.

"Sentimos dificuldade. Os termos 'pausa' e 'hiato' tinham significado no mercado da música, mas não é o que queremos passar, pois logo cobrariam um retorno. E não é um fim. Vamos seguir novos caminhos separados e que podem se cruzar em algum momento", diz Liniker.

"Acho que vai ser saudável até mesmo pela velocidade com que tudo isso aconteceu. Qual seria nosso próximo passo? Essa oxigenada é positiva", diz Rafael Barone, que, além de baixista, é produtor musical da banda.

Para quem quiser ver a banda ao vivo, ainda existem possibilidades até o mês de julho. Liniker e os Caramelows têm uma turnê marcada na Oceania. Mas uma turnê de despedida, para acontecer em junho e julho, já está sendo preparada com carinho para os fãs brasileiros.
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