Festa do interior

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
Se, por um lado, é salutar vermos os times do interior mineiro endurecendo o jogo contra os “grandes” da capital, casos da Caldense, Tombense e Patrocinense, que estão brigando na parte de cima da tabela apesar da diferença econômica abissal entre os dois lados, isso deixa muitas dúvidas no ar quanto ao futuro dos principais clubes mineiros nas competições mais importantes da temporada, que ainda virão.

O péssimo futebol apresentado até agora por América, Atlético e Cruzeiro já foi notado na primeira rodada da Copa do Brasil, quando enfrentaram adversários até piores do que os times do nosso estadual, e mesmo assim tiveram muitas dificuldades para passar à próxima fase com empates e obtendo a classificação apenas graças às vantagens do regulamento.

A 6ª rodada do campeonato mineiro teve uma partida ontem à noite, Coimbra x América, no Estádio Independência, que poderia mudar a classificação em caso de vitória do Coelho, mas não se pode deixar de ressaltar as boas campanhas da Caldense, Tombense e Patrocinense, brigando na parte de cima da tabela com os “grandes” da capital.

Filmes de terror
Em tarde festiva no Mineirão, com apresentação à torcida do time feminino e do ídolo Diego Tardelli, o Galo decepcionou ao perder de 2 x 1 para a Caldense, que mostrou mais organização e por isso mereceu a vitória.
Novamente mal escalado pelo técnico Dudamel, que insistiu em manter o risível Zé Welison de titular, deixando Allan no banco de reservas, o time atleticano ao menos criou um pouco mais, mas pecou na desorganização defensiva, permitindo-se tomar dois gols em jogadas de contra-ataque da Veterana.

Já o Cruzeiro, jogando em Patrocínio, proporcionou um autêntico filme de terror à sua torcida no empate de 1 x 1 com o time da casa, que saiu na frente e só não venceu por ter recuado demais, se acovardado, ao ponto de sofrer o castigo do empate já nos acréscimos.

Duro mesmo foi ter de aguentar novamente o técnico Adilson Batista tentando justificar o péssimo futebol mostrado pela equipe, colocando a culpa na arbitragem, no gramado, na iluminação, na longa viagem e, se bobear, até no vento, ao invés de reconhecer que o time foi muito mal em campo e precisa urgentemente de reforços com o carimbo da Série B, pois só com essa garotada não vai dar conta de voltar à elite nacional ainda este ano.

FIM DE PAPO
• Mais de quatro mil torcedores desafiaram o forte calor do sábado à tarde e foram ao Estádio Ipatingão para incentivar o Tigre, que luta para retornar à elite do futebol estadual. Em campo, o time do Ipatinga frustrou a todos, sofrendo o gol de empate (1 x 1) no finzinho da partida. O experiente Tchô, cria do Galo, está jogando muito, fez um golaço, mas desperdiçou o pênalti que poderia ter dado a vitória ao Tigre.

O técnico Gerson Evaristo é competente e sabe os atalhos para se sair bem nesta difícil segunda divisão mineira. O preparo físico dos jogadores é que precisa e certamente vai melhorar com o andamento da competição, algo muito importante e que faz a diferença, sobretudo nos jogos a serem disputados no Ipatingão.

• A única coisa boa que o torcedor celeste viu no fim de semana foi a diretoria confirmar a contratação do artilheiro Marcelo Moreno, cuja chegada em BH para assinar contrato estava prevista para hoje. Moreno vai, sim, agregar qualidade ao setor ofensivo, além de passar confiança aos jovens, que são maioria no atual elenco celeste. Além disso, há uma grande empatia entre ele e a torcida, que ainda não abraçou pra valer o time neste período de reconstrução após a queda à Série B.

• Pelo que disse na apresentação, Diego Tardelli está muito confiante e interessado em voltar a atuar em alto nível, nesta sua terceira passagem pelo Atlético. Também foi apresentado à torcida o time feminino, que irá disputar a Série A-2 nacional, e onde se registrou uma cena lamentável de assédio contra uma das jogadoras, praticada por um funcionário do clube que se veste como mascote “Galo Doido”.

• Recentemente já havia repercutido muito mal o fato do clube colocar jogadoras do seu time feminino para atuar como gandulas em um jogo do time masculino, no Independência. Em nota oficial, o Atlético reconheceu o erro do seu funcionário, que foi afastado das funções. A cena grotesca revela um machismo exacerbado e reflete a visão distorcida da sociedade, que precisa ser combatida em todas as ocasiões, sobre o papel e importância das mulheres. (Fecha o pano!)
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