Bombyx Mori – de lagarta a mariposa

Grupo de Teatro Entreactos mostra a sua arte no Festival de Verão

Nesta quinta-feira (13), às 20h, o Grupo de Teatro Entreactos sobe ao palco do teatro Zélia Olguin com a montagem Bombyx Mori – de Lagarta a Mariposa, um espetáculo adulto com profundas discussões sobre a condição da mulher no mundo contemporâneo. Quando se pensa que ela já conseguiu tudo, vê-se que o mais importante ainda não veio, sua inteira liberdade.

Divulgação/ACS GTE


Três deusas gregas dão nome às personagens da trama
Liberdade para destecer e tecer o que ela deseja, sem amarras. O recurso dramatúrgico de utilizar os nomes de deusas gregas para as protagonistas (Atena, Deméter e Ártemis) serve como força propulsora de energia e vida, retirando-as do limbo no qual a sociedade as colocou por tanto tempo.

Muitas conquistas foram obtidas, colocando a mulher em destaque na sociedade, principalmente na questão profissional. Mas a questão é apenas essa? Quais outras vertentes podem ser abordadas na questão de poder?

Bombyx Mori - de lagarta a mariposa se apresenta como uma fábula contemporânea que adota a metáfora do bicho da seda, não traz uma resposta, mas propõe reflexões.

Livremente inspirado na obra A Moça Tecelã, de Marina Colasanti, o dramaturgo Adilson Mariano desenvolveu histórias nas quais a mulher descobre seu maior poder, destecer o seu destino para tecê-lo novamente. É a mulher como condutora de sua própria narrativa.

As atrizes Eunice Profeta, Helena Leitão e Melissa Castro protagonizam as personagens. Às vezes frágeis, guerreiras, engraçadas, loucas, mas acima de tudo, livres. Divididas em três atos e um prólogo, as histórias vão aos poucos sendo apresentadas.

No primeiro ato, Lagartas, as atrizes se conectam e desconectam em uma experimentação cênica, pois as narrativas se desenvolvem no mesmo espaço, mas em tempos distintos, tendo como elo seus sentimentos, dores, angustias e esperanças.

No prólogo “Noiva”, Eunice profeta encanta o público com a terna história de uma mulher cansada de andar sozinha e que não tem certeza se “esse” é o dia mais importante de sua vida.

Em Agenda, a personagem à qual Melissa Castro dá vida discorre sobre o considerado “dia mais importante de uma mulher”, o casamento. Enquanto caminha no tapete rubro rumo ao altar do sacramento, questionamentos afloram: ‘Ser solteira é uma condenação ou uma escolha?

Helena Leitão constrói a personagem de Cronológica, uma mulher racional, independente e metódica que em determinado momento da vida se descobre louca e totalmente biológica.

Divulgação/ACS GTE


A atriz Eunice Profeta mostra toda a sua arte no palco
Por sua vez, a interpretação de Eunice Profeta apresenta uma mulher que tinha o mau hábito de ‘cair das escadas’, e que encontra a sua libertação no velório do esposo.

O último ato se transforma num stand up com Melissa Castro e os percalços de ser uma mulher gorda, mas feliz, culminando com Helena Leitão vivendo “A Moça Tecelã”, em uma livre adaptação desenvolvida pelo elenco.

O texto e direção de Bombyx Mori são de
Adilson Mariano. A iluminação é da Cia. Tecno. O figurino foi criado por Rafael de Almeida e montado por Cida Confecções. A cenotécnica é de Augusto Leitão. Michel Petzold e Eunice Profeta atuam como assistentes de produção, enquanto Wendel Guimarães opera a luz e Michel Petzold cuida do som.

SERVIÇO:
Bombyx Mori – de lagarta a mariposa
Grupo de Teatro Entreactos
Festival de Verão do Vale do Aço 2020
Quinta-feira (13) – 20h
Teatro Zélia Olguin
Classificação: 12 anos
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