Aperam descarta que odor tenha saído de sua planta

Mais cedo, Usiminas e Copasa descartaram anormalidades que pudessem gerar mau cheiro em suas unidades

Divulgação


Planta siderúrgica da Aperam em Timóteo

Em resposta ao questionamento acerca da origem de um forte odor que tomou conta do ar atmosférico na noite de terça-feira para quarta-feira, em cidades do Vale do Aço, a assessoria de comunicação da Aperam, em Timóteo, divulgou nota em que nega qualquer relação do mau cheiro com sua atividade industrial.

A nota diz o seguinte:

“A Aperam esclarece que, em relação ao mau cheiro percebido na noite desta terça-feira (11) pela comunidade do Vale do Aço, incluindo a região Centro Norte de Timóteo, não houve nenhuma emissão de gases e odor oriundos do seu processo padrão de produção. Portanto, a empresa ressalta que o ocorrido não tem relação com seu processo industrial em Timóteo. A Aperam se coloca à disposição da comunidade e reafirma o seu compromisso com a responsabilidade socioambiental, pautado no diálogo e transparência dos seus processos”.
Mais cedo, a Usiminas e a Copasa também divulgaram nota negando relação com o fato que gerou incômodo para moradores de várias cidades da região. Confira abaixo:

Usiminas afirma que odor não tem relação com processo siderúrgico

Por meio de nota, enviada à imprensa regional na manhã dessa terça-feira, a Usiminas informa que recebeu questionamentos da comunidade no fim da noite de terça-feira (11), sobre o incômodo gerado por um mau cheiro em cidades do Vale do Aço. A empresa afirma, entretanto, que o mau cheiro não está relacionado ao processo de produção siderúrgica em sua planta.

"Conforme procedimento acordado com a comunidade, imediatamente as equipes técnicas da empresa foram acionadas e realizaram a aferição no entorno da usina e não foi identificada a presença de nenhum tipo de gás. Em relação ao odor, a empresa esclarece que não é proveniente de nenhum processo siderúrgico. A Usiminas reitera seu compromisso de diálogo e transparência com a comunidade e permanece à disposição", conclui a nota.
Moradores de diversos bairros em todas as cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço reclamaram, no fim da noite de terça-feira (11), de um forte odor que tomou conta do ar na região, que para muitas pessoas ficou irrespirável.

Copasa

Também a Copasa informou na manhã de hoje que as unidades de tratamento de esgoto em Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo operam dentro da normalidade, sem qualquer relação com o fato apresentado. Já em relação às outras empresas com processo de produção potencialmente poluidores a reportagem fez contato e aguarda retorno.

Cenibra também descarta relação com mau cheiro no Vale do Aço

Em nota divulgada por volta de 12h dessa quarta-feira (12), a Diretoria da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) esclarece à comunidade que o forte odor percebido na região do Vale do Aço na noite de terça-feira(11) não apresenta relação com o processo de produção de celulose. “A fábrica localizada em Belo Oriente encontrava-se em operação normal nessa data”, reforça a nota.

Conforme a nota, “a Cenibra monitora continuamente seus processos e sempre mantém um canal aberto com todas as comunidades onde atua. Por isso, reitera seu compromisso com o desenvolvimento tecnológico, preservação ambiental e investimento social, garantindo a sustentabilidade do negócio”.
A indústria de Celulose é a última das grandes empresas a se pronunciar acerca do caso, que gerou grande repercussão na noite de ontem e madrugada de hoje.

Entenda o que houve na noite passada

Em mensagens publicadas, principalmente nas mídias sociais, pessoas relataram ardência nas narinas, dor de cabeça e náuseas.

A situação foi pior, segundo os relatos, para algumas crianças e pessoas idosas com alguma dificuldade respiratória.

O funcionário de uma empresa localizada no Distrito Industrial de Santana do Paraíso, afirmou que no começo da madrugada a situação ficou insustentável e as atividades na filial de uma distribuidora tiveram que ser suspensas, por uma hora, porque funcionários passaram mal. O mau cheiro se espalhava por toda área do distrito.

Cidades vizinhas também atingidas

A área de abrangência do mau cheiro é maior do que se pensava inicialmente. Além de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso, as quadro da RMVA, leitores relatam que também sentiram-se sufocados pelo mau cheio em Ipaba, no distrito de Revés do Belém (Bom Jesus do Galho) e até Pingo D’água. “Estamos a mais de 40 quilômetros da área urbana do Vale do Aço e também fomos atingidos. Isso precisa ser apurado com muita seriedade”, escreve uma leitora.

Mistério
A origem do forte odor é um mistério e as pessoas pedem que os órgãos ambientais investiguem a fonte do mau cheiro. “É normal que em algumas horas do dia haja disseminação de mau cheiro, numa região marcada pela presença de indústrias, mas com tamanha intensidade e como essa noite é uma situação anormal, apurem isso, por favor”, escreveu uma leitora do Diário do Aço.
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Comentários

Joao 12 de Fevereiro, 2020 | 11:34
porque nossa região tem indices de cancer mais elevados que outras regiões mais populosas?... porque ficam fazendo propaganda de cidade mais arborizada do Brasil?... todo mundo sabe que tem coelho atrás da moita, tem q ter muita arvore mesmo pra filtrar esse ar horrível de nossa região... cadê o MP ambiental????

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