Aperam descarta que odor tenha saído de sua planta

Mais cedo, Usiminas e Copasa descartaram anormalidades que pudessem gerar mau cheiro em suas unidades

12/02/2020 às 10:09
Divulgação
Planta siderúrgica da Aperam em Timóteo

Em resposta ao questionamento acerca da origem de um forte odor que tomou conta do ar atmosférico na noite de terça-feira para quarta-feira, em cidades do Vale do Aço, a assessoria de comunicação da Aperam, em Timóteo, divulgou nota em que nega qualquer relação do mau cheiro com sua atividade industrial.

A nota diz o seguinte:

“A Aperam esclarece que, em relação ao mau cheiro percebido na noite desta terça-feira (11) pela comunidade do Vale do Aço, incluindo a região Centro Norte de Timóteo, não houve nenhuma emissão de gases e odor oriundos do seu processo padrão de produção. Portanto, a empresa ressalta que o ocorrido não tem relação com seu processo industrial em Timóteo. A Aperam se coloca à disposição da comunidade e reafirma o seu compromisso com a responsabilidade socioambiental, pautado no diálogo e transparência dos seus processos”.
Mais cedo, a Usiminas e a Copasa também divulgaram nota negando relação com o fato que gerou incômodo para moradores de várias cidades da região. Confira abaixo:

Usiminas afirma que odor não tem relação com processo siderúrgico

Por meio de nota, enviada à imprensa regional na manhã dessa terça-feira, a Usiminas informa que recebeu questionamentos da comunidade no fim da noite de terça-feira (11), sobre o incômodo gerado por um mau cheiro em cidades do Vale do Aço. A empresa afirma, entretanto, que o mau cheiro não está relacionado ao processo de produção siderúrgica em sua planta.

"Conforme procedimento acordado com a comunidade, imediatamente as equipes técnicas da empresa foram acionadas e realizaram a aferição no entorno da usina e não foi identificada a presença de nenhum tipo de gás. Em relação ao odor, a empresa esclarece que não é proveniente de nenhum processo siderúrgico. A Usiminas reitera seu compromisso de diálogo e transparência com a comunidade e permanece à disposição", conclui a nota.
Moradores de diversos bairros em todas as cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço reclamaram, no fim da noite de terça-feira (11), de um forte odor que tomou conta do ar na região, que para muitas pessoas ficou irrespirável.

Copasa

Também a Copasa informou na manhã de hoje que as unidades de tratamento de esgoto em Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo operam dentro da normalidade, sem qualquer relação com o fato apresentado. Já em relação às outras empresas com processo de produção potencialmente poluidores a reportagem fez contato e aguarda retorno.

Cenibra também descarta relação com mau cheiro no Vale do Aço

Em nota divulgada por volta de 12h dessa quarta-feira (12), a Diretoria da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) esclarece à comunidade que o forte odor percebido na região do Vale do Aço na noite de terça-feira(11) não apresenta relação com o processo de produção de celulose. “A fábrica localizada em Belo Oriente encontrava-se em operação normal nessa data”, reforça a nota.

Conforme a nota, “a Cenibra monitora continuamente seus processos e sempre mantém um canal aberto com todas as comunidades onde atua. Por isso, reitera seu compromisso com o desenvolvimento tecnológico, preservação ambiental e investimento social, garantindo a sustentabilidade do negócio”.
A indústria de Celulose é a última das grandes empresas a se pronunciar acerca do caso, que gerou grande repercussão na noite de ontem e madrugada de hoje.

Entenda o que houve na noite passada

Em mensagens publicadas, principalmente nas mídias sociais, pessoas relataram ardência nas narinas, dor de cabeça e náuseas.

A situação foi pior, segundo os relatos, para algumas crianças e pessoas idosas com alguma dificuldade respiratória.

O funcionário de uma empresa localizada no Distrito Industrial de Santana do Paraíso, afirmou que no começo da madrugada a situação ficou insustentável e as atividades na filial de uma distribuidora tiveram que ser suspensas, por uma hora, porque funcionários passaram mal. O mau cheiro se espalhava por toda área do distrito.

Cidades vizinhas também atingidas

A área de abrangência do mau cheiro é maior do que se pensava inicialmente. Além de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso, as quadro da RMVA, leitores relatam que também sentiram-se sufocados pelo mau cheio em Ipaba, no distrito de Revés do Belém (Bom Jesus do Galho) e até Pingo D’água. “Estamos a mais de 40 quilômetros da área urbana do Vale do Aço e também fomos atingidos. Isso precisa ser apurado com muita seriedade”, escreve uma leitora.

Mistério
A origem do forte odor é um mistério e as pessoas pedem que os órgãos ambientais investiguem a fonte do mau cheiro. “É normal que em algumas horas do dia haja disseminação de mau cheiro, numa região marcada pela presença de indústrias, mas com tamanha intensidade e como essa noite é uma situação anormal, apurem isso, por favor”, escreveu uma leitora do Diário do Aço.
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