Começa a greve dos professores e funcionários de escolas estaduais

Conforme a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Cida Lima, já foi montado um comando de greve e escolas da região são visitadas por essa equipe

Divulgação


Uma assembleia com os profissionais em Educação está marcada para sexta-feira (14)

Professores e funcionários das escolas estaduais de Minas Gerais anunciaram que entraram em greve, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (11). Com isso, várias escolas estaduais paralisaram parcialmente ou integralmente suas atividades, porque nem todos os profissionais cruzaram os braços.

Conforme a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), subsede de Ipatinga, Cida Lima, já foi montado um comando de greve e escolas da região são visitadas por essa equipe. “Nesta terça-feira (11), visitamos as unidades estaduais de Santana do Paraíso, onde já tem 11 escolas paralisadas integralmente. Em Ipatinga, são 10 que aderiram parcialmente. Ainda vamos visitar mais escolas da região ao longo dessa semana. Com isso, a tendência é que esse número cresça nos próximos dias. A expectativa é que nesta quarta-feira (12) o Sind-UTE tenha um balanço oficial. E nessa sexta-feira (14) será realizada uma assembleia geral para definir os rumos da greve”, afirmou.

Reivindicações

A categoria reivindica “propostas de pagamento do piso salarial profissional nacional, direito respaldado pela Lei Estadual 21.710/2015 e pela Lei Federal 11.738/2008, bem como o cumprimento estrito do repasse de 25% da receita corrente líquida do Estado para a Educação”. Os profissionais também cobram “a quitação do 13º salário de 2019; a interrupção de políticas que dificultam o acesso à Educação, como sistema de pré-matrículas online, Plano de Atendimento, fusão de turma, demora na publicação das remoções e resolução de designação”.

Diálogo

Procurada pelo Diário do Aço, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou, por meio de nota, que respeita o direito constitucional de greve dos servidores da Educação e reitera que tem mantido um diálogo com representantes sindicais. “Várias agendas foram realizadas, ao longo de 2019, com os representantes das entidades sindicais e do Governo do Estado, nas quais assuntos da área da educação foram debatidos. A SEE reforça que os canais de diálogos continuarão abertos para que as reivindicações da categoria possam ser apresentadas e discutidas”, afirmou.

Pagamento

Já a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informou que vem recebendo e dialogando com representantes dos sindicatos de todas as categorias. “Até o momento, 70% dos servidores da Educação receberam o 13° salário integral. Para concluir o pagamento e pôr fim ao parcelamento de salários por seis meses, o Governo do Estado conta com a operação financeira do nióbio”, pontuou.
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Comentários

Marco 13 de Fevereiro, 2020 | 09:18
PROFESSORES QUEREM RECEBER O PISO NACIONAL MAS EM CONTRAPARTIDA NÃO VEMOS SUBIR O NÍVEL DE APRENDIZADO DOS ALUNOS NOS EXAMES DO MEC, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é o principal instrumento de avaliação da qualidade da Educação Infantil até o Ensino Médio.
Rodrigues 12 de Fevereiro, 2020 | 10:11
É triste ver os alunos sem poder ir a escola. Mas também não é justo um trabalhador sair de casa todos os dias e não receber seu salário. A culpa e do político que governa MG.Aposto que o salário dele e dos deputados estaduais não faltam.Este ano teremos mais uma eleição. Comecem a mudar suas opiniões sobre a necessidade de manter políticos no cargo.
Souza 12 de Fevereiro, 2020 | 09:50
O governador Zema, está mais enrolado que cachorro quando cai de caminhão de mudança, pensa que governar um estado como o nosso é a mesma coisa que comandar a sua rede de lojas, vai entregando as riquezas do estado para o capital privado, quero ver quando não sobrar mais nada para berganhar a coisa vai ficar pior,falta de gestão pública.
Joase B. Silva 12 de Fevereiro, 2020 | 09:08
Gostaria de clamar aos pais que participam da nossa luta, eu sou o pai, minha filha estuda em uma escola estadual, esse ano a matrícula online complicou a vida de muitos pais, muitos até desanimaram e recorreram a rede municipal que está super lotada, o problema disso tudo é que o Estado não vem cumprindo com o que é direito do aluno e muito menos do funcionário da educação, nós damos o sangue na sala de aula, e somos desprezados pelo governo, os últimos em tudo, você pai tem um papel muito importante, você é um eleitor, cobra e do seu representante na câmara dos deputados e na assembleia legislativa uma solução para a educação mineira, A realidade atual são escolas sucateadas, enquanto escolas boas, com estruturas reformadas recentemente, como doutor querubino por exemplo em Coronel Fabriciano, que foi reformada em 2015, foi fechada pelo governo do Estado, é a realidade do Estado inteiro, entre conosco nessa luta, o maior beneficiado será seu filho que receberá uma educação de qualidade,
Rodrigo 12 de Fevereiro, 2020 | 07:36
Todos querem trabalhar, só que eles também precisão receber seus salários pra cuidar de suas famílias. Vai lá vc que disse pra mandar todos embora, e trabalhe sem salário. Faça aí um trabalho voluntário, o Zema iria adorar você trabalhando de graça. #estamosjuntosprofessores.
Ricardo Mendes 11 de Fevereiro, 2020 | 20:50
Mandar tudo embora por justa causa e colocar quem quer trabalhar no lugar

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