A força do voluntariado

José Edélcio Drumond Alves *


Depois de um longo tenebroso tempo de sol e calor nas montanhas de Minas Gerais, neste início de ano, como num choro de ira e revolta, a natureza derramou águas que trouxeram mortes, transtornos, catástrofes e desabrigados para várias centenas de pessoas.

As Organizações Não Governamentais (ONGs) são consideradas no mundo global como as forças de maior significância na resolução de problemas sociais e de conflitos.

As ONGs muitas e muitas vezes conseguem realizar ações e obras que os governos não fazem por vários motivos: politicagem, burocracia, corrupção e porque não dizer também roubalheira.

Dizem que o mineiro Oto Lara Rezende escreveu a celebre frase: “O mineiro só é solidário no câncer”, e ele nega ter sido autor de tão grande mentira. Claro que o grande escritor tem suas razões de negar a autoria de tão grave impropério, pois os fatos das ações dos mineiros sempre provaram o contrário. Prova maior não existe que no momento atual quando a mineirada toda se uniu num gesto de solidariedade aos menos favorecidos e participaram com o corpo e com a alma da dor dos seus irmãos vítimas das tragédias.

Aqui na nossa cidade o movimento de solidariedade começou com a Usiminas e foi se estendendo para outras empresas e muitas outras organizações.

Há um ditado popular que era muito usado pelo meu saudoso pai “coruja que
não gaba o toco, fogo nela”. E para não fugir à regra, vou falar da nossa ação solidária.

Por sugestão de uma companheira rotariana que desejava ajudar os desabrigados de sua terra criamos a Campanha “ SOS - É hora de ajudar Abre Campo” para o Rotary Club Ipatinga. Logo que foi colocada no ar vieram as adesões do Rotary Club Ipatinga Ribeirão Ipanema, do Interact Club Ipatinga e do Interact Club Ipatinga Daniela Botelho (estes dois últimos clubes constituídos de jovens de 12 a 17 anos). O negócio ferveu e o espírito de solidariedade humana aflorou da alma e da cabeça dos rotarianos, dos interactianos, como também da de muitas pessoas e empresas.
O negócio expandiu e já saíram caminhões e caminhonetes com os donativos para Abre Campo, Ilha do Rio Doce, Matipó, Nova Era, Manhumirim, Cachoeirinha - Timóteo e outros cantos mais.

Dizem os pessimistas que passa de uma tonelada e meia; os otimistas garantem que passa de duas e meia toneladas e os pescadores, como sempre, de “cinco toneladas”.

Não vamos destacar os doadores para não cometermos o pecado da omissão.

Esta conversa não tem só a finalidade de destacar A FORÇA DO VOLUNTARIADO, mas também dar um recadinho aos OMISSOS que citado por DANTE: “No Inferno os lugares mais quentes são reservados para aqueles que escolheram a neutralidade em tempos de crise”.

* Governador 91/92 de RI. Brasil
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Comentários

Tião Aranha 12 de Fevereiro, 2020 | 23:31
Quem vê a barba do vizinho arder, bota a sua de molho. A existência das ONGUES é prova que ainda existe muita gente do coração bom. Parece que a raiz do problema é que, infelizmente, o brasileiro não sabe trabalhar em grupo.

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