Tragédia no espaço sideral

O dia em que um pedaço de espuma levou sete astronautas à morte

Arquivo GB Imagem


O ônibus espacial Columbia sendo transportado para participar de sua última missão, a STS-107, que teve fim trágico em 1º de fevereiro de 2003
O primeiro ônibus espacial construído pelos Estados Unidos da América, baseado no protótipo Enterprise, foi o Columbia, o primeiro de uma série de cinco naves espaciais reaproveitáveis.

Esta nova forma de viajar ao espaço foi uma tentativa do país em transformar os voos espaciais em lançamentos rotineiros, de forma a que pudessem se tornar iniciativas economicamente mais viáveis.

Quando o Columbia foi lançado, em 12 de abril de 1981, a previsão era que os primeiros modelos fariam até 100 voos e haveria uma média de 24 lançamentos a cada ano.

Contudo, passados 34 anos do primeiro lançamento, foram realizados um total de 124 voos, tendo ocorrido dois grandes desastres com a morte das duas tripulações. O recorde de lançamentos aconteceu em 1985, com nove voos.

No dia 1º de fevereiro de 2003, durante o regresso da sua 28ª missão, ainda a grande altitude, o Columbia desapareceu repentinamente dos radares quando sobrevoava o Estado do Texas.

Um pedaço de espuma que se soltara durante a decolagem da nave danificou a proteção de cerâmica da asa esquerda, provocando uma pequena fissura. Este problema, entretanto, não foi detectado nem durante a decolagem, nem durante a missão.

Quando da reentrada na atmosfera, o calor causado pela fricção com a atmosfera aumentou o tamanho da fissura, acabando por destruir a asa e consequentemente toda a nave, causando a morte dos sete tripulantes.

Os sete tripulantes da Columbia que pereceram no desastre há 17 anos foram Ilan Ramon, David Brown, Laurel Clark, Michael Anderson, Kalpana Chawla, Willie McCool e Rick Husband.
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