MPMG denuncia as empresas Vale e Tüv Süd e mais 16 pessoas por catástrofe em Brumadinho

Divulgação CBMMG


Equipes dos bombeiros atuam na área da catástrofe até hoje; onze pessoas permanecem desaparecidas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu nesta terça-feira, 21 de janeiro, denúncia contra as empresas Vale e Tüv Süd Bureau de Projetos e Consultoria Ltda e contra 16 pessoas por crimes decorrentes do rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, que vitimou 270 pessoas. O Corpo de Bombeiros Militar mantém, até hoje, as buscas a onze pessoas que permanecem desaparecidas em meio à lama da mineração. No próximo sábado a catástrofe completa um ano.

O MPMG informou que a denúncia ainda vai contra 16 pessoas – entre funcionários e executivos – por crimes decorrentes do rompimento da barragem.

Dos 16 indiciados e denunciados, 11 ocupavam os seguintes cargos na Vale: Fábio Schavartsman (diretor-presidente), Silmar Magalhães (diretor do Corredor Sudeste), Lúcio Flavo Gallon Cavalli (diretor de planejamento e desenvolvimento de ferrosos e carvão), Joaquim Pedro Toledo (gerente executivo de planejamento, programação e gestão do Corredor Sudeste), Alexandre de Paula Campanha (gerente-executivo de governança em geotecnia e fechamento de mina), Renzo Albieri Guimarães de Carvalho (gerente operacional de geotecnia do Corredor Sudeste), Marilene Cristina Oliveira Lopes de Assis Araujo (gerente de gastos de estruturas geotécnicas), César Augusto Paulino Grandchamp (especialista técnico em geotecnia do Corredor Sudeste), Cristina Heloisa da Silva Malheiros (engenheira sênior junto à gerência operacional), Washington Pireteda Silva (engenheiro especialista da gerência executiva da governança em geotecnia e fechamento de mina) e Felipe Figueredo Rocha (engenheiro civil na gerência de gestão de estruturas).Os outros cinco ocupavam os seguintes cargos na Tüv Süd: Chris Peter Mier (gerente geral da empresa), Ansênio Júnior (consultor técnico), André Juni Yassuda (consultor técnico), Makoto Namha (coordenador) e Marlúcio Oliveira Coelho (especialista técnico).

“A Vale não tem feito favor ao estado ou aos atingidos. Não há nada de forma voluntária, tudo que ela tem feito foi determinado pela Justiça ou objeto de acordo dentro das ações já ajuizadas. É uma obrigação legal da empresa reparar os danos e indenizar de forma integral as vítimas da tragédia”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet, que atua no caso.
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