Ipatinga precisa fazer o dever de casa no Módulo B

Em meio à pré-temporada, técnico Gérson Evaristo fala da importância do Tigre vencer seus jogos no Ipatingão

Cícero Henrique


Gérson Evaristo disse que o time ainda não está fechado, e que o entrosamento ideal só acontece no decorrer da competição

A três semanas da estreia do Ipatinga Futebol Clube no Módulo B do Campeonato Mineiro, dia 8 de fevereiro, contra o CAP Uberlândia fora de casa, o técnico Gérson Evaristo recebeu a equipe do Diário do Aço no Centro de Treinamentos do Tigre, nesta semana. Em meio às atividades da pré-temporada, o comandante falou sobre o início dos trabalhos, o processo de entrosamento dos jogadores, os planos para o campeonato e os cálculos para conseguir a sonhada ascensão à elite do futebol mineiro.

A respeito do início de trabalho, que ocorre com 26 atletas vindos de diferentes clubes, Gérson disse que é uma das partes mais difíceis. “A maior dificuldade é reunir atletas vindo de vários lugares, muitos estão se conhecendo aqui. A parte de entrosamento fica um pouco mais difícil por causa disso. Mas estamos bem tranquilos pelo comprometimento do grupo. Precisamos fazer com que eles entendam o que a gente quer e qual o nosso objetivo para conseguirmos o tão sonhado acesso”, explica o treinador, acrescentando que a comissão técnica procurou formar um time equilibrado. “É um erro fechar o time tão cedo, porque não sabemos o que vai acontecer. Tem jogadores que chegam e evoluem. Tem aqueles que se estabilizam num nível baixo e precisam ser trocados. É preciso haver esse cuidado, porque quando o clube inscreve os 30 atletas, só pode mudar na segunda fase da competição”, pondera.

A pré-temporada teve início em 3 de janeiro, com os atletas sendo submetidos a exames médicos. No dia 6 começou o trabalho com bola, tempo considerado suficiente para Gérson Evaristo. “Não é o ideal, mas é um bom tempo. Talvez com um pouco mais a gente se prepararia melhor, até mesmo em questão de entrosamento, mas está dentro do nosso planejamento”, considera Gérson.

Estreia e cálculos para o acesso
A respeito da estreia, Gérson cita as possíveis dificuldades dos atletas que nunca disputaram o Módulo B do Mineiro. “Tem uma ansiedade muito grande, mas temos que ter pé no chão, pois não podemos errar. Esperamos estar com o nível técnico, tático e físico acima dos 80% para a estreia”, contou o comandante, acrescentando que o entrosamento perfeito vai ocorrer somente no andamento do certame.

Gérson Evaristo disse ainda que enxerga um lado positivo em estrear longe do Ipatingão. “Fora de casa não tem tanta pressão. No primeiro jogo o torcedor está ansioso para ver a equipe, o que diminui a margem de erro do jogador em casa, porque ele sabe da cobrança do torcedor. O ruim é não termos a força da torcida, mas não podemos escolher. Pra conquistar nosso objetivo temos que passar por todas as adversidades”, lembra.

O técnico ainda deixou claro que o esquema tático do time não está fechado. “Nós montamos o time de acordo com o adversário. Estudamos muito nossos rivais para encaixarmos nosso jogo em cada confronto”.

Sobre os cálculos para alcançar o acesso no Campeonato Mineiro, Gérson disse que é essencial vencer no Ipatingão. “Desde quando eu comecei a trabalhar nessa competição eu digo o seguinte para os atletas: se você vencer todos os jogos em casa uma vaga é sua”, destaca o treinador. “Com essa conta não tem como ter erro. Precisamos fazer prevalecer o mando de campo e a pressão do torcedor. É necessário tentar conseguir essas vitórias em casa, porque um beliscãozinho a gente sempre consegue dar fora”. Na primeira fase do Módulo B, o Ipatinga vai disputar seis jogos no Ipatingão e cinco longe do Vale do Aço. “Essa é uma vantagem nossa. Para isso temos que fazer nosso dever de casa”, ressalta Gérson.
Cícero Henrique


Desejo do ipatinguense Serjão é levar o Tigre de volta à elite do futebol mineiro

Sonho de voltar à elite

O grupo do Tigre conta também com atletas da região. Além de jogadores da categoria de base, o zagueiro Serjão, de 22 anos, é nascido na cidade. O defensor começou a carreira na categoria de base do Atlético e depois seguiu para a Ponte Preta. Em 2015 iniciou como profissional no Social e na sequência foi para o América-TO, depois disputou a Série D do Brasileiro pela URT e em 2017 foi integrado ao elenco do Ipatinga.

Em entrevista ao Diário do Aço, o jogador falou da alegria de jogar no time de sua cidade. “É uma oportunidade imensa. Nós que somos da cidade conhecemos a história do Ipatinga. Sabemos quantas alegrias o clube já deu para a cidade. Poder tentar fazer o Ipatinga voltar para esse lugar é maravilhoso”, destaca o zagueiro, que não tem encontrado dificuldades na pré-temporada. “Entrosamento é a parte mais fácil. Todos têm capacidade e qualidade enormes, o que facilita todo o processo”, concluiu.



Ipatinga precisa fazer o dever de casa no Módulo B
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