Dívida do Cruzeiro é de R$ 1 bilhão, diz Medioli

Medioli disparou críticas, até para os atletas

No início da semana, o conselho gestor do Cruzeiro emitiu um comunicado sobre a situação financeira do clube. A dívida chega a R$ 800 milhões e o orçamento previsto para 2020 caiu dos R$ 350 milhões divulgados no ano passado para R$ 80 milhões. Porém, nesta terça-feira, o ex-diretor executivo do clube, Vittorio Medioli, usou as mídias sociais para informar que a dívida passa de R$ 1 bilhão, se somada a renegociação do Profut (Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).

“Toda hora aparece um contrato (...). A maioria é fiscal. Lá, foi feito um Refis (Programa de Recuperação Fiscal) que chama Profut e tem três anos que não paga (...) para renovar precisa gastar mais R$ 200 milhões, dentro dos 800 milhões que estão falando como não tem esses 200 milhões e a dívida (do Cruzeiro) vai para R$ 1 bilhão”, afirmou o ex-CEO.

Medioli disparou críticas, até para os atletas. “Os atletas não tem uma regra como nós temos no vôlei. Tem que se abster de bebida alcoólica, tem que fazer análise de sangue, tem que ter nutricionista, não nutricionista de araque, nutricionista de verdade. Eles tomam cachaça, ficam na gandaia e fica por isso mesmo, ninguém toma providência”, criticou.

Medioli falou ainda da necessidade das demissões, ocorridas no início do ano. “Mandaram embora 100, eu 'canetei' 83 porque eram parentes de conselheiro, cabide de emprego, supersalário. Esse corte foi de dois milhões e trezentos, metade da folha mensal foi reduzido. A folha do Cruzeiro era 4 milhões e 500, só esse corte foi quase metade. A folha dos atletas é 16 milhões por mês. Com 16 milhões por ano o Coritiba subiu da B para A. Nós, com 16 milhões por mês, caímos da A para B”, citou o ex-mandatário celeste, dizendo que é imprescindível fazer uma intervenção judicial no clube para conter os danos.
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