Ação comunitária realiza desassoreamento no Ribeirão São Félix

Intervenção visa o fim de inundações no distrito de Felicina, em Açucena

Divulgação


Intervenção foi feita para dar fim nas enchentes e inundações, que têm ocorrido com frequência, segundo vereador
 
Após vivenciar inundações em escolas, residências e diversos pontos no distrito de Felicina, em Açucena, uma ação conjunta envolvendo comunidade, comerciantes e o vereador Elivander Carlos Lima, o Vandinho Lima (MDB), promoveu o desassoreamento do Ribeirão São Félix. Conforme informação do parlamentar, mais de 200 metros foram alargados, num trecho próximo à escola estadual, onde foi registrado o maior fluxo de água voltando e provocando a inundação após as chuvas. 

Vandinho relata que foram quatro enchentes consecutivas que causaram muitos transtornos e prejuízos no distrito que, segundo ele, vem ocorrendo desde o ano passado. “Na semana retrasada, a chuva que caiu inundou as casas, comércios e escola. Diante dessa situação, depois de muito cobrar da prefeitura, arrumamos uma máquina e levamos pra lá para rasgar o ribeirão. Desassoreamento pode fazer sem licença ambiental, basta comunicar o Instituo Estadual de Florestas (IEF), o que nós fizemos. Só que não nos foi informado que para desassoreamento poderia ser até 100 metros, e fizemos mais de 200. Por esta razão, fui multado pela Polícia de Meio Ambiente, por crime ambiental, tendo sido autuado com duas penalidades de aproximadamente R$ 2 mil, cada”, destacou.

As multas apontam que foi realizada intervenção em uma área no leito do curso d’água, objetivando o desassoreamento. “O material retirado foi depositado às margens do ribeirão e também por intervir para fins de desassoreamento ou limpeza de cursos d´água, sem outorga ou em desconformidade com a mesma”, diz o auto de infração.

Vandinho Lima acrescenta que tem condições de recorrer e derrubar as multas, pois, segundo o vereador, desassorear é permitido e não existe nada que limite a 100 metros.

“Famílias inteiras perderam móveis por lá, um carro foi inundado, até mesmo a escola estadual foi afetada e nada vinha sendo feito pelo poder público. Quando aparece alguém para fazer, eles chamam a polícia”, pondera.
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