Número de MEIs cresce em Governador Valadares e Ipatinga

Segundo levantamento do Sebrae Minas, em 2019 Ipatinga e Valadares tiveram aumento de 345 % e 238%, respetivamente, no índice de formalização de microempreendedores individuais

Divulgação


Em 11 anos, desde a criação do MEI até 31 de dezembro de 2019, Minas Gerais registrou 1.073.166 microempreendedores individuais

Bares, salão de beleza, promoção de vendas, pedreiros e lojas de roupas e acessórios foram as atividades com o maior número de Microempreendedor Individual (MEI) formalizado em 2019. As cinco ocupações corresponderam juntas por 40% dos 180 mil registros em Minas Gerais, entre janeiro e dezembro deste ano, segundo levantamento do Sebrae Minas, com base nos dados do Portal do Empreendedor. Desde a criação da figura jurídica do MEI, o estado concentra mais de 1 milhão de formalizados, sendo o terceiro do país nesse índice.

Na lista das dez cidades com maior número de MEI no estado, dois municípios das regiões do Rio Doce e do Vale do Aço ganharam destaque no saldo de formalização em 2019. Governador Valadares fechou o ano com 16.675, e Ipatinga com 16.333 microempreendedores cadastrados. Em toda a região, o acumulado de 2019 alcança 98.022 formalizações.
O levantamento aponta ainda que, no ano de 2019, Ipatinga fechou com um aumento expressivo de 345,22% no índice de formalização, ou seja, 2.560 novos microempreendedores registrados, se comparado ao ano anterior, quando o saldo foi de 575. Governador Valadares também contabiliza um resultado de destaque. A cidade encerrou o ano de 2019 com 2.927 novas formalizações, o que equivale a um aumento de 238,38% em relação a 2018, quando registrou 865 novos microempreendedores.

Em 2019, cabeleireiro, manicure e pedicure foram as atividades com maior número de registro de MEI em Governador Valadares: 1.657 mil, seguido por comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (1.557 mil MEI) e promoção de vendas (568 MEI). Em Ipatinga, o cenário é bem semelhante, a primeira atividade de destaque no ano passado foi também a de cabeleireiro, manicure e pedicure (1.528 mil MEI), seguido de comércio varejista de vestuário e acessórios (1.332 mil MEI) e obras de alvenaria (797 MEI).

“Essas pessoas passaram a ser contribuintes do INSS e terem acesso ao crédito junto às instituições financeiras, além de poderem comprar de grandes fornecedores. Alguns desses microempreendedores também contribuem para o aumento das vagas de trabalho, uma vez que podem contratar um funcionário”, explica a analista do Sebrae Minas Laurana Viana.

Perfil
Em 11 anos, desde a criação do MEI até 31 de dezembro de 2019, Minas Gerais registrou 1.073.166 microempreendedores individuais. Segundo o levantamento do Sebrae, no acumulado dos formalizados mineiros, 53% são homens e 47% mulheres. Além disso, 54% dos MEI do estado têm entre de 31 a 50 anos de idade.


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Comentários

Anonimo 10 de janeiro, 2020 | 21:43
Logico que vai almentar mesmo , pois os patroes estao mandando os funcionarios embora e obrigando-os a fazer um CNPJ para prestaçao de serviços, assim nao precisao pagar tempo de serviço ferias ,13° e todos outros beneficio que o trabalhador de carteira assinada tem direito, com o MEI o pobre coitado do funcionario não tem vinculo com a empresa, pois ele é tercerisado 'forçadamente' . Falo isso pois fui dispenssado do meu emprego de carteira assinada e se eu nao quisece ficar desempregado tive q fazer o MEI como se eu tivesse uma empresa de prestaçao de serviço é eu mesmo fosse o meu patrao e o funcionario. No fim das contas quando sair de la pq Graças a Deus encontrei outro emprego , sai cm a mao na frente e outra atras .

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