A moda é azul e polarizada

Wagner Penna e as novidades do mundo fashion

Divulgação/SPFW


O azul de Fabiana Milazzo em dois tempos
A MODA É AZUL
Depois do verde-esmeralda e do roxo, a Pantone, empresa norte-americana que é referência mundial na padronização das cores para moda, decoração & afins, decidiu que o ‘azul clássico’ será a cor de 2020. E podemos esperar uma invasão do planeta por uma onda azul tão profunda quanto as águas do mar e tão cristalino quanto as águas de uma piscina natural.
Dizem que as cores da moda seguem as tendências do mundo. Sendo assim, a luta dos ecologistas pela conservação dos oceanos serve como pano de fundo para a cor-símbolo do próximo ano. Mais que o azul profundo, remete também à coleta que várias organizações estão fazendo do plástico jogado em vários mares do mundo e sua reutilização como matéria-prima para elaborar uma moda mais sustentável. Vamos mergulhar nessa onda do bem.

MODA POLARIZADA
Assim como em outros setores da sociedade, a tendência para a polarização também é notória na moda, mas com o objetivo de ampliar seus nichos e oportunidades. O crescimento exponencial do chamado fast-fashion - ou moda rápida -, principalmente a lançada pelas grandes lojas de departamentos mundiais, como Zara e C&A, criou um enorme polo de pressão no consumo. Assim, as marcas que não se encaixam nesse tipo de roupa também tiveram que encontrar o seu nicho exato de consumo, e qualquer erro pode ser fatal. Embora aqui essa percepção só tenha começado agora, no mercado internacional acontece há tempos. Um exemplo é o do estilista norte-americano Narciso Rodriguez, que, depois de deixar a semana de moda de Nova York para repensar, voltou com algo limpo, comercial e criativo, e foi um sucesso. Na outra ponta, a dupla de italianos Dolce & Gabbana reforçou o estilo rebuscado, quase barroco, num desfile lindíssimo, para ressaltar sua marca como algo sofisticado, bem ao estilo europeu. Resumo: tem mercado para todo mundo, o problema é fazer a escolha certa.

Divulgação


O clean de Narciso Rodriguez e o barroco de Dolce & Gabbana
VAIVÉM
* Um relatório elaborado por uma grande empresa de investimentos do país apontou vantagens da holandesa C&A no mercado brasileiro diante de outros grandes magazines de roupas. E diz que a maior vantagem dela é fazer parte de suas roupas no Brasil e, com isso, ganhar rapidez no lançamento das novidades em suas araras. Tempo é investimento. ***

* Um grupo de representantes de empresas de moda foi até a Assembleia Legislativa de Minas falar sobre a situação do setor e pedir apoio para adotar novas políticas. A turma foi recebida pela deputada Laura Serrano (Novo), que é formada em economia. Com tantas discussões em torno dos seus problemas nos últimos tempos, a nossa moda parece ter uma esperança inesgotável na solução de seus problemas. ***

* Os bazares de Natal com produtos artesanais mineiros, inclusive de moda, realizados em várias cidades de Minas Gerais, acabaram sinalizando uma boa saída para o circuito fashion. Diante da pressão do capital internacional e da ‘corrida fashion’ criada por esses investidores, parece que o estilo autoral e/ou artesanal, com um toque de ‘terroir’ mineiro, pode iniciar um novo ciclo da moda ‘made in Minas’. Amém!

* O estilista Eduardo Amarante, que deixou a Skazi para ir trabalhar na Lança Perfume, começou com o pé direito. Emplacou uma ‘collab’ com a modelo Izabel Goulart para lançar uma coleção feita a quatro mãos, em abril próximo. ***

* Depois de vendida e com o seu estilista indo para outra empresa, a Skazi convidou o estilista Fernando Silva para a sua equipe. Ele faz um estilo sofisticado, que elevou a marca Unity Seven - onde atuou por anos a fio - a um novo patamar no mercado fashion nacional. ***

* O estilista Victor Dzenk enviou vídeo em que agradece a seus clientes e compartilha as mensagens recebidas. Uma ideia bacana. Sua festa de fim de ano foi com as participantes do projeto Costurando Sonhos, em Lagoa Santa, na região metropolitana de Beagá. Bacanérrimo. ***

PONTO FINAL - Os lançamentos de inverno 2020 no setor de pronta-entrega mineira começam cedo. A maioria já marcou para o mês de janeiro, seguindo em fevereiro e terminando em março. Como o carnaval é no início de março, a maioria prefere deixar o melhor para depois da ressaca momesca. Em abril, a coisa vai ferver com a Minas Trend e muito mais.
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