Méritos próprios

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
No maior fim de semana do Flamengo em seus 124 anos de existência, o rubro-negro carioca conquistou, em uma só tacada, a Copa Libertadores da América, quebrando um jejum de 38 anos sem levantar a maior taça continental, e o sétimo título de Campeão Brasileiro, mesmo sem entrar em campo, graças à derrota do Palmeiras diante do Grêmio, na capital paulista.

Até então, somente o Santos de Pelé na década de 60, havia alcançado tal façanha, conquistando no mesmo ano a Taça Brasil - equivalente ao título Brasileiro - e a Libertadores, naquela época os dois torneios mais importantes.
A maior torcida do país saiu às ruas, festejou com os jogadores em seu reduto principal nas ruas do Rio de Janeiro, e promete fazer outra grande festa nesta quarta-feira, quando o time comandado por ‘mister’ Jorge Jesus receberá o Ceará no Maracanã.

Ao contrário de outras conquistas, desta vez não há qualquer tipo de contestação, pois de fato o Flamengo foi melhor em todos os quesitos, desde o trabalho da diretoria até a execução pela comissão técnica e os jogadores.

Duplo vexame
Coube aos nossos dois times ‘grandes’, Atlético e Cruzeiro, o protagonismo em outro duplo vexame, sendo difícil dizer quem foi o pior neste festival de mediocridade, que tem sido uma rotina de ambos na temporada.
Nos embalos de sábado à noite, o Cruzeiro até saiu na frente do placar, mas em nenhum momento mostrou futebol de vencedor, sendo depois acuado e dominado pelo Santos, que poderia ter aplicado uma goleada ainda maior do que os 4 x 1.

Nesta quinta-feira, no Mineirão, o time celeste terá mais uma decisão na luta contra o rebaixamento, desta vez contra o CSA, onde só a vitória interessa, ou praticamente só restará carimbar o passaporte para disputar - pela primeira vez - a Série B.

No domingo o vexame ficou por conta do Galo, derrotado pelo Athlético/PR, 1 x 0, gol anotado nos instantes finais, para chatear ainda mais o bom público que compareceu ao Mineirão, superior a 30 mil torcedores.

Uma grande parte da culpa pela derrota deve ser creditada ao técnico Vagner Mancini, que mais uma vez foi chamado de ‘burro’ pela torcida, após a substituição de Cazares, que estava jogando bem, o que desestruturou toda a parte ofensiva e facilitou para o rubro-negro paranaense dominar a partida, até fazer o gol da vitória.

Este time do Galo toma muitos gols, além de ter uma dificuldade impressionante para fazer a bola entrar na rede adversária, culpa das escolhas malfeitas pela atual diretoria, em sua maioria jogadores de qualidade bastante duvidosa, para não dizer péssima mesmo.

FIM DE PAPO
• No festival de desculpas esfarrapadas e bobagens pós-jogo, o troféu “mais do mesmo” vai para Patric, que chorou “lágrimas de esguicho”, como diria Nelson Rodrigues, por conta dos dois gols anulados pelo VAR, um dos quais, marcado por ele. Pelo que sei, o árbitro de vídeo foi implantado no futebol para checar os lances, e se houver irregularidade, avisar o árbitro de campo para corrigir a injustiça. Quando não faz isso, como ocorreu recentemente nos jogos contra o Cruzeiro e Fluminense, onde o Galo foi prejudicado, há sim, motivo para reclamar. Nos dois lances de gols anulados do Galo as imagens mostraram que houve impedimento, portanto, nada a reclamar.

• A torcida do Cruzeiro já não aguenta mais a incompetência do time, que vai da diretoria, passa pelo treinador e chega aos jogadores, que estão fazendo de tudo para levar o Cruzeiro ao maior desastre da sua quase centenária história de glórias e conquistas. Perder para o time do Santos, um dos mais tradicionais clubes de futebol do mundo, não é anormal. O que não é normal é a atual situação celeste, com a corda literalmente no pescoço, sofrendo desde o começo do Brasileirão com a ameaça de rebaixamento. Tenho dito que o Cruzeiro não cai porque há times ainda piores, como o Ceará, concorrente direto. Mas se não ganhar do CSA - outro péssimo dos péssimos e já virtual rebaixado - nesta quinta-feira, no Mineirão, eu vou ter que rever meus conceitos.

• Alegria no futebol mineiro só para o torcedor do América, que são poucos, é verdade, mas bastante exigentes e apaixonados pelo clube. O Coelho teve um mau começo na Série B, saiu da lanterna - onde esteve por 12 rodadas - e agora está perto de retornar à Série A. Basta que vença o rebaixado São Bento, no sábado (30), às 16h30, no Estádio Independência, para confirmar o acesso. Excelente trabalho da diretoria nos bastidores e do técnico, Felipe Conceição, uma das boas revelações da Série B este ano.

• Faltam agora quatro rodadas para o fim do Brasileirão, e já podemos imaginar as muitas desculpas esfarrapadas que os cartolas atleticanos e cruzeirenses têm na ponta da língua para tentar justificar as péssimas campanhas de ambos nesta temporada. Falta de sorte, arbitragem e VAR lideram a extensa lista para justificar o injustificável. Eles deveriam mesmo é olhar para o próprio umbigo, fazer uma autocrítica, e então veriam que a incompetência é arma dos fracos. (Fecha o pano!)
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