22 de novembro, de 2019 | 16:00
Por que sentimos medo?
Rodrigo Carvalho *
"Fobia é o medo mais complexo e constante que mais nos impede de progredir ao caminho da felicidade"O medo é, talvez, um dos sentimentos mais comuns entre as pessoas e que mais tem o poder de nos perturbar, sendo capaz de nos roubar diversas noites de sono e, pior ainda, chegar ao ponto de nos impedir de vivermos momentos felizes e que poderiam fazer parte de nossa memória base. Lembram do filme 'Divertidamente', da Disney? Quem ainda não assistiu, vale muito a pena.
Há vários tipos de medos. Alguns são bem simples e que eu chamo de ocasionais, por exemplo, algumas pessoas têm medo de baratas, no entanto, esse medo só é acionado quando elas chegam perto ou visualizam o inseto. Apenas em casos mais extremos, que algumas pessoas vão sentir esse medo ao simples ato de pensar em baratas. Nessas circunstâncias, a pessoa, geralmente, já desenvolveu o que chamamos de fobia.
Mas, há também medos mais complexos e que eu chamo de constantes. É esse o tipo de medo que mais nos impede de progredir ao caminho da felicidade. Como exemplos podemos citar o medo de tomar decisões, medo de mudanças, medo de viver novas experiências... Mas, na verdade, todos esses tipos de medos mais constantes podem ser compreendidos como um: o medo de sofrer. O sofrimento é de longe o sentimento mais temido, mas é também o que mais nos transforma.
Assim, não é exagero afirmar que o medo mais comum é o de sofrer, já que no fundo, qualquer tipo de medo é, em suma, o medo de sofrer por algum motivo. O que muda é justamente apenas o motivo. Algumas pessoas dizem ter medo de se decepcionar, mas, na realidade, o medo que elas têm é o de sofrer com a dor emocional que uma decepção pode causar. Outras dizem ter medo de se apaixonar e esse é um dos medos mais contraditórios e que precisa ser entendido em sua complexidade e profundidade. Afinal, como alguém pode ter medo de algo bom como se apaixonar? Nesses casos, precisamos entender que alguns tipos de medo refletem, de fato, desejos intensos. Geralmente, quando alguém confessa ter esse tipo de medo é porque deseja profundamente se apaixonar, no entanto, em função das experiências que teve ao sentir alguma paixão e depois ter se machucado emocionalmente, criou esse tipo de trauma. Por fim, algumas pessoas confessam ter medo de viver e esse é o medo que mais exige cautela, pois é quando a pessoa se priva de perceber e vivenciar novas oportunidades, deixa de visualizar as opções que ela tem para traçar novos rumos e tentar fazer as coisas de um jeito diferente e, possivelmente, alcançar novos resultados. Quando uma pessoa se encontra nesse estágio, comumente, ela já evoluiu para uma leve depressão, que, se não tratada clinicamente e espiritualmente, pode avançar para um quadro depressivo mais grave. Daí, a importância de lidarmos diariamente com nossos medos, entendendo a função deles em nosso processo de evolução e tentando superá-los a cada dia. Um mantra que tenho usado há alguns meses, pode ser o estímulo para você começar a praticar uma nova forma de pensar a partir de hoje. Sempre que me percebo com medo ou inseguro, eu mentalizo fortemente esse mantra por 3 vezes. Lá vai: "Troco meus medos por fé, minhas inseguranças por confiança!". Espero que minhas palavras possam ajudar você virar a chave em sua mente e saiba que você não está sozinho. Eu, e arrisco em dizer que, provavelmente, todas as demais pessoas neste planeta também compartilhamos dessa luta. Sinta-se abraçado neste momento.
* Poeta, Biógrafo e Mentor de Criatividade. É Mestre em Comunicação pela Unesp de Bauru. Pós-graduado em Gestão da Comunicação Mercadológica. Autor do livro Um Grande Sonho Editora Paulinas
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Fernando Ratzke
26 de novembro, 2019 | 10:01A falta de fé gera o medo , que provoca a dúvida e tem como consequência a falta de decisão positiva .
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”
Tião Aranha
23 de novembro, 2019 | 15:46Cada pessoa convive simultaneamente com dois tipos de eu(s): um dentro de você, e outro, fora de você. O difícil é manter os dois em equilíbrio. Pior é quando os dois são pirados...”