Black Friday já aquece o comércio da região antes do Natal

Conforme sondagem do Sindcomércio, clientes devem gastar mais de R$ 300 durante a campanha

Emmanuel Franco


Muitas vitrines decoradas em toda a região: procura deve ser maior em lojas de eletrônicos, roupas, calçados e acessórios

O comércio do Vale do Aço já sente os reflexos positivos da Black Friday. Oficialmente, em todo o mundo, as promoções se intensificarão de meia-noite de quinta-feira (28) até a meia-noite de sexta-feira (29), mas seguindo a tendência dos principais polos comerciais do Brasil, os empresários de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo anteciparam os descontos e incrementaram vitrines e estoques para garantir boas vendas antes do Natal.

“A expectativa, dependendo do segmento, é de uma alta no consumo de até 25% neste mês de novembro. Tradicionalmente a procura é maior por produtos eletrônicos, eletrodomésticos, roupas, calçados e acessórios”, afirma José Maria Facundes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista (Sindcomércio) do Vale do Aço. O dirigente sindical completa: “Nos últimos anos as pessoas aproveitaram os ótimos descontos nesta época para também garantir os presentes das festas de final de ano”.

Há dez anos no Brasil, a Black Friday surgiu nos Estados Unidos e se notabilizou como a temporada de inauguração de compras para o Natal com significativas promoções nas lojas na última sexta-feira de novembro. “Em 2019, outro estímulo para o consumo neste penúltimo mês do ano é a recente liberação de valores das contas do PIS/Pasep e do FGTS”, observa Facundes.

Ao longo dos anos, a Black Friday ganhou derivações como “Black November”, “Black Week” e “pré-Black Friday”. “Alguns lojistas optam por, já no início do mês, baixar os preços das mercadorias para fazer girar o estoque. Outros dão um ‘boom’ nas promoções na última semana de novembro e há quem deixe apenas para o dia. Certo é que a movimentação nas ruas aumenta consideravelmente”, informa José Maria.

Adesão

Se antes a Black Friday era mais presente na internet, explica o dirigente sindical, o evento, cada vez mais, tem tido maior adesão de lojas físicas. “Alguns comércios da região têm oferecido ainda a opção de compra pela internet e retirada na loja, uma nova tendência. Mas a gente lembra que o comerciante não deve estipular descontos aleatórios. É hora de analisar custos, margens e artigos com maior e menor procura”, aconselha Facundes.

Ao contrário de outras datas comemorativas, como a Páscoa e a Semana do Brasil, o “ticket médio” nesta época tende a ser maior. De acordo com uma sondagem feita pelo Sindcomércio junto a empresários da região, o valor que cada pessoa deve gastar ao ir às compras pode ultrapassar os R$ 300. “Poucas vezes vimos a adesão de tantas empresas à Black Friday. Todos os segmentos estão envolvidos: passagens áreas estão em promoção, a maioria das lojas de roupa oferece ótimos descontos e há, ainda, preços mais baixos em pousadas, bares e restaurantes, por exemplo”, enumera Facundes.

Produto de entrada

Por último, o presidente do Sindcomércio aconselha que os empresários que optaram por participar da “sexta-feira negra” escolham um “produto de entrada”. “Defina um item de alto valor agregado ou muito desejado e o ofereça com um excelente desconto. É uma boa estratégia para chamar a atenção das pessoas para a loja”, finaliza o dirigente sindical.

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Comentários

Cidadã 20 de Novembro, 2019 | 10:10
O Vale do Aço esta longe de conhecer uma verdadeira black friday, pois a ganacia de nossos comerciantes esta acima do bom senso, o q vinos é uma enganação, tem até alguns q estao c estoque lotado e aproveitam p empurralos p o povo, mas a maiiria só quer tirar proveito! Seria bom este conceituado jornal pesquisar nas ruas sobre estas promoções, q no ano passado foi criticado em muitos jornais do país!

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