DDU passa a receber denúncias de corrupção

O DDU é coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar

Divulgação


Serviço que aproxima sociedade dos órgãos de defesa social completa 12 anos

O Disque-Denúncia Unificado 181, que completa 12 anos de funcionamento em Minas Gerais, passa a receber denúncias anônimas relativas aos crimes contra a Administração Pública e a Lei das Licitações, e se torna mais um equipamento do Estado para auxiliar contra corrupção e lavagem de dinheiro. Até agora o DDU 181, como é conhecido, recebia denúncias de crimes contra a vida e tráfico de entorpecentes, práticas ilícitas de agentes de segurança pública, irregularidades em presídios, entre outros crimes, mas a sua aplicação acaba de ser ampliada, informa o governo de Minas Gerais.

O DDU é coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar.

Além do início das denúncias de corrupção ao 181, que já podem ser feitas imediatamente pelo cidadão, de forma sigilosa e anônima, também foi criada esse ano a Delegacia Estadual de Combate à Corrupção e o 162 Anticorrupção da Ouvidoria-Geral do Estado (OGE), visando fortalecer o trabalho das instituições frente a este crime no estado.

Dados

Números demonstram a importância do 181 e da participação do cidadão mineiro na construção de uma sociedade menos violenta. Em setembro de 2019, mês do último balanço, o serviço recebeu 6.720 denúncias, uma média de 271 por dia. De janeiro a setembro deste ano, a marca de chamadas ultrapassa as 336 mil e o número de denúncias geradas chegou a 55.471. As ligações são gratuitas e podem ser feitas de qualquer um dos 853 municípios mineiros.

Em 12 anos de história, o DDU recebeu 8,6 milhões de chamadas. Destas, 889 mil se transformaram em denúncias que foram apuradas pelas forças policiais, com retorno do seu desdobramento ao denunciante. Além disso, as ligações possibilitaram a retirada de circulação de mais de 23 mil armas de fogo e mais de 41 toneladas de drogas, como maconha, cocaína e crack.

O balanço indica que as informações repassadas à central também ajudaram em mais de 217 mil prisões e apreensões de pessoas e cerca de 21 mil veículos. Além disso, o acumulado de 2008 a setembro de 2019 aponta a apreensão de mais de R$ 30 milhões em espécie, vindos do tráfico de drogas e dos jogos de azar.

Entre as cidades mineiras onde a população mais denuncia estão: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Contagem, Uberlândia, Betim, Montes Claros e Uberaba. Nenhuma cidade do Vale do Aço está na lista onde a população mais aponta a ocorrência de crimes graves.
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Comentários

Pedroso 13 de Novembro, 2019 | 17:16
Já vi tudo, vai ser uma tal de um vizinho não gostar do outro e começar a fazer denuncia, infelizmente, a iniciativa é ótima , mas, deve ser usada com respeito cidadãos

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