Corpo de Bombeiros ainda combate incêndio florestal no Pico do Machado, em Marliéria

Conforme o tenente Neymar Gomes de Almeida, do 11º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Ipatinga, ainda não é possível calcular a área total queimada

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No momento, não é possível calcular toda a área de vegetação queimada com o incêndio

O incêndio florestal no Pico do Machado, em Marliéria, completou cinco dias neste sábado (9), quando bombeiros militares e brigadistas ainda tentavam combater o fogo no local de difícil acesso, em uma tentativa de evitar que se espalhasse para outras áreas da serra. Apesar do esforço, boa parte da cobertura vegetal do pico foi queimada ao longo da semana. A suspeita é que o incêndio teve início em uma propriedade, localizada no pé da serrra.

Conforme o tenente Neymar Gomes de Almeida, do 11º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Ipatinga, ainda não é possível calcular a área total queimada. “É um terreno bastante acidentado e praticamente impossível colocar alguém lá para medir. Mas os trabalhos continuam, tendo três pontos de combate ao fogo em solo, onde as equipes estão fazendo ataque direto ao incêndio, além do apoio de duas aeronaves do estado que estão lançando água nas chamas”, informou.

O oficial dos Bombeiros Militares também afirmou que, até esse sábado (9), o incêndio não estava sob controle e que estava progredindo em algumas áreas do Pico do Machado. “Isso causa certa preocupação, mas a nossa esperança é que seja possível debelar boa parte do incêndio florestal nesse fim de semana”, pontuou.

Divulgação


Força-tarefa de combate ao incêndio inclui Bombeiros, IEF, servidores municipais de Jaguaraçu e Marliéira, além de voluntários
Central de Operações

O Instituto Estadual de Florestas, Corpo de Bombeiros Militar, Prefeitura de Marliéria, Prefeitura de Jaguaraçu e Cenibra instalaram um centro de operações em Marliéria, para gerenciar ações de combate ao incêndio florestal que ameaça toda a área, atingindo as comunidades de Bomfim, Jacuba e Salvador Gomes.
A Central de Operações foi instalada na sala de reuniões da Prefeitura de Marliéria, onde são atualizadas as informações e estão sendo tomadas as decisões acerca da estratégia de atuação das equipes de campo.

Os levantamentos indicam que o incêndio começou terça-feira (5) em uma propriedade rural no Córrego do Machado, e saiu do controle rapidamente, devastado uma área que vai do pé até o alto, onde se localiza o Pico do Machado, local que vira a serra em direção a Marliéria, a quase mil metros de altitude.

A área em chamas faz divisa entre os municípios de Marliéria e Jaguaraçu e se alastrao em direção à localidade de Bonfim, em Marliéria, e à Jacuba, em Jaguaraçu, com riscos de avançar, pelas condições climáticas, sentido ao município de Timóteo.

Toda essa área é considerada zona de amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce, que esse ano também já foi castigado com uma queimada no território de Timóteo. "

As condições de combate são muito complexas, uma vez que a região é de topografia extremamente acidentada e possui densa vegetação, o que, diante das condições climáticas atuais, favorece muito a propagação do fogo, obrigando à coordenação trabalhar com muita cautela, para preservar, principalmente, a segurança das equipes de campo", esclarece o tenente Neymar.

Nascentes
A serra onde selocaliza o Pico do Machado tem vegetação mista. Na base é formada por plantação de eucaliptos, mas também abriga mata nativa e faz divisa com o Pico do Jacroá.

A área formada dos picos, do Machado e do Jacroá, também fazem parte da Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce e além de muitas espécies da fauna silvestre também abriga mananciais que abastecem bairros, povoados e cidades. Toda a água que abatece a cidade de Jaguaraçu, por exemplo, sai da Área de Preservação Ambiental da Jacuba.

Grande parte do povoado de Santo Antônio da Mata é abastecida pelas nascentes da Serra do Machado.
Por causa do incêndio, o povoado de Santo Antônio problemas com o abastecimento de água desde terça-feira.
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Comentários

Indignada de Paraquedas 12 de Novembro, 2019 | 06:58
Corre em bocas pequenas o causador desse desastre!
Ninguém viu
Ninguém sabe
Ninguém fala!
O local foi descrito, entre uma propriedade tal e outra, proprietário novo, irmão de não sei quem, que casado com o tal, que tem parentela com alguém da Prefeitura de Ipatinga!
São muitas respostas que identificam o Sr. Ninguém!
É muito deixa pra lá para um cenário desolador desse!
Sinceramente!
Zoio de Zoiar 10 de Novembro, 2019 | 18:42
Esse incêndio me cheira fogo amigo. Mas como é complicado provar é soda. Mas que tem coelho nesse mato tem.
Perdemos Nossas Riquezas 10 de Novembro, 2019 | 13:53
Quer dizer multa e prisão do indivíduo não vai trazer nada de volta do que tinhamos antes....
Mais que a lei seja cumprida. Diga não a impunidade .
Tragédia Ambiental 10 de Novembro, 2019 | 12:44
Essa é a maior tragédia ocorrida em Córrego do Machado. Multa e até mesmo prisão de indivíduo que provocou tudo isso,vai trazer de volta a nossa flora e fauna ,nascentes enfim a natureza como era antes...
Mais esse crime não pode ficar impune seja onde estiver essa pessoa se é que se pode chamar isso de ser humano. Alguém capaz de gerar toda essa tragédia.
Que as autoridades competentes façam valer a Lei para que isso não ocorra em outros lugares.Que isso sirva de lição.
Córrego do Machado destruído.

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