Trabalhadores em educação e comunidade escolar resistem à municipalização

Em Coronel Fabriciano, estudantes da Escola Dr. Querubino, servidores e comunidade escolar estiveram reunidos pela manhã em frente a prefeitura

Divulgação - Sind-UTE/MG


Série de atos foi prevista para o Vale do Aço nesta quarta-feira; caravana participa de audiência pública em Belo Horizonte, na Assembleia Legislativa
Atualizado às 16h23
Com paralisação calculada em 90% das escolas da rede estadual, trabalhadores da educação e representantes de pais do Vale do Aço se uniram, nessa quarta-feira (6), em um ato contra o fechamento de escolas. Foram vários atos.
Em Coronel Fabriciano, estudantes da Escola Dr. Querubino, servidores e comunidade escolar estiveram reunidos pela manhã em frente à prefeitura. Portando faixas e cartazes com dizeres de “SOS”, “Em defesa da escola”, gritaram contra a municipalização.

Uma caravana organizada pelo Sind-Ute, subsede de Ipatinga, saiu com destino a Belo Horizonte para participar de duas atividades. O grupo de Ipatinga uniu-se a educadores de João Monlevade e, na capital, a outros grupos vindos de várias partes do estado.

Às 9h30, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi realizada Audiência Pública na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, para debater o Plano de Atendimento para 2020 na rede estadual de ensino, a municipalização, o fechamento de turmas, turnos e escolas. A audiência foi convocada pela deputada Beatriz Cerqueira.
Após participarem da audiência na ALMG, os trabalhadores em educação seguiram para a Cidade Administrativa, para uma vigília de pressão pelo pagamento integral do 13º salário de 2019 e do Piso Salarial Profissional, contra a municipalização, o fechamento de turmas, turnos e escolas e em defesa do emprego.

Também na tarde desta quarta-feira, em frente à Escola Estadual Márcio Cunha, no bairro Horto, em Ipatinga, representantes da comunidade escolar de diversas escolas e professores se uniram para um apitaço e buzinaço. A ideia do grupo é percorrer várias ruas do Vale do Aço, para alertar para os problemas na educação.

Executivo de Fabriciano aguarda decisão sobre municipalização

A Secretaria de Governança Educacional de Coronel Fabriciano informa que aguarda o comunicado oficial do Governo do Estado sobre a municipalização do prédio da Escola Estadual Dr. Querubino, no bairro dos Professores. A administração municipal já havia se posicionado contrária ao tema. Mas para evitar o fechamento da unidade, se comprometeu em assumir os anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental 1, para que os alunos não ficassem desassistidos e tivessem acesso ao ensino público.

A partir de uma decisão de 2016, expedida pela gestão anterior, a E. E. Dr. Querubino começou a perder alunos ano a ano e ganhou salas ociosas. O Executivo atual explica que, naquele ano, a então Secretária Municipal de Educação, Glória Giudice, determinou que “a partir de 2017, a E.E. Dr. Querubino, gradativamente, deixaria de receber novos alunos do ensino fundamental 1”. A escola continuaria responsável pelo ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) e o encaminhamento destes para o ensino médio na E. E. Pedro Calmon, no Centro.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

MAIS FOTOS

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO