Apagão elétrico causa transtornos em Ipatinga e atinge a Usiminas

Em nota oficial, Usiminas lamenta a segunda ocorrência dessa natureza e informa que foram acionados sistemas preventivos de emergência

Reprodução


Explosões na subestação da Cemig em Santana do Paraíso foi registrada por moradores vizinhos
Com atualização de dados às 16h25
Uma explosão registrada no começo da tarde dessa quarta-feira (6), na subestação de energia elétrica da Cemig, localizada no bairro Industrial, em Santana do Paraíso, gerou piques (cortes) momentâneos no fornecimento de energia elétrica em todo o Leste de Minas Gerais.

Foram ouvidas explosões na chamada Estação Mesquita, responsável pelo abastecimento de energia na região, inclusive, fornece eletricidade para a Usiminas, em Ipatinga. Há reclamações também da falta momentânea de energia em várias cidades da região.

A Usina Intendente Câmara, em Ipatinga, foi atingida com o “apagão” da rede elétrica e alguns equipamentos pararam de funcionar.

Com isso, houve também alguns problemas pontuais nas instalações. Com a falta de energia, equipamentos na Usiminas tiveram o funcionamento prejudicado e houve evacuações em alguns pontos, por medida de segurança. Fontes asseguram, entretanto, que não houve vítimas e o funcionamento da usina foi restabelecido com a volta da energia.


Com a falta de energia, equipamentos na Usiminas tiveram funcionamento atingido e houve evacuações por medida de segurança


Em nota enviada ao Diário do Aço, a Usiminas confirma as informações e destaca que essa é a segunda ocorrência dessa natureza. Segue a íntegra da nota:

“A Usiminas informa que, devido à uma queda de energia na rede da Cemig no início da tarde desta quarta-feira, a Usina de Ipatinga acionou seus sistemas preventivos de emergência, com foco na segurança das pessoas e operação dos equipamentos. O fornecimento de energia já foi reestabelecido e os equipamentos foram retomados. A fumaça emitida na área de Redução é proveniente da parada e queima de gases como parte do procedimento de segurança. Todo o processo é devidamente controlado e não há impactos para os empregados ou população do entorno. A empresa lamenta informar que é a segunda ocorrência na interrupção do fornecimento de energia por parte da Cemig em cerca de duas semanas, o que acarreta transtornos e prejuízos para suas atividades”.

Conselheiro cobra providências da Cemig

O representante do Conselho Administrativo da Usiminas, Luiz Carlos Miranda, se mostrou preocupado com as interrupções no fornecimento de energia e cobrou providências da Cemig. Procurado pelo Diário do Aço, ele informou que, em razão dos problemas com a energia elétrica, ao longo dos últimos dias, a siderúrgica contabilizou R$ 30 milhões de prejuízo.

“É preocupante. A Cemig precisa tomar providências o quanto antes. O que se deixa de arrecadar é irrecuperável. Praticamente três paradas ocorreram ao longo dos últimos 15 dias. A empresa perde, mas perde também o município, que deixa de arrecadar impostos, perde também o trabalhador, além das instabilidades que se cria. Se fosse um incidente isolado, mas não, foram vários. O que está acontecendo? e a segurança, como fica? Isso vira uma tragédia dentro da usina e a culpa não é de ninguém da Usiminas. Eu como representante do Conselho estou manifestando e digo que a Cemig precisa corrigir imediatamente. A Usiminas e o Vale do Aço não podem ser prejudicados”, cobrou.
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Comentários

Costa Gravessan 08 de Novembro, 2019 | 13:47
José Lopes, saiba antes do que está falando. Avalie bem o que você defende antes de postar em comentário de jornal. A Cemig e a Copasa já não são empresas puramente estatais. São empresas de sociedade de economia mista . Tem capital privado nelas também. Os investimentos são definidos pelo Conselho de Administração. Quanto a privatizar tudo, repense. O Chile privatizou tudo e deu errado. Lá venderam até os mananciais de água. Veja que tragédia. Na Europa, alguns países que privatizam serviços básicos (saneamento e abastecimento de água principalmente), estão reestatizando as companhias, porque o lucro não pode sobrepor interesses coletivos.
Jose Lopes 08 de Novembro, 2019 | 11:45
Ha algum tempo comento com pessoas proximas. Se nao privatizar tudo vai parar. O estado nao tem poder de investimento. Roubaram tudo. Tem q reformar o estado brasileiro.
Cidadão Indignado 07 de Novembro, 2019 | 13:35
E a minha maior indignação é que independente dos prejuízos que a Cemig tomar os valores serão todos inflacionados e repassados depois para nós clientes já insatisfeitos!
João Paulo 07 de Novembro, 2019 | 07:59
A Cemig está sendo sucateadas, para justificar sua doação ao capital privado, a despeito do prejuízo ao patrimônio do povo mineiro. Aconteceu antes, acontece agora é vai continuar nesse desgoverno doente desse tal de "novo", que mudou os porcos, mas a teta continua a mesma...
Gustavo 06 de Novembro, 2019 | 21:42
Esse É o problema da inclusão digital: todo mundo acha que sabe todos os fatos. O clima seco e o calor são propícios para propagação de incêndio, e as queimadas são o maior vilão da transmissão de energia. As transmissoras fazem campanhas contra queimadas e são fiscalizadas pela ANEEL para manter a vegetação próxima da linha sob controle. Adianta? Claro que não, está aí o resultado. E reflita: a empresa privada faz o mínimo de manutenção ou faz o máximo? Vejam o exemplo da CELG após a privatização em Goiânia e me falem o quanto os indicadores pioraram.
Arthur 06 de Novembro, 2019 | 19:58
Excemig Então não tinha isso antes? kkkkk
Excemig 06 de Novembro, 2019 | 16:05
Isso é o reflexo da IRRESPONSABILIDADE do atual governo do estado. Implantar o caus para justificar a privatização.
Falta de pessoal especializado.
Falta de equipamentos e ferramentas.
Manutenção preventiva postergada por falta de equipes.
Etc
Joanas 06 de Novembro, 2019 | 15:01
Algo esta mal na cemig ja aconteceu duas vezes gosta de fazer propaganda de melhor empresa eletrica do pais .

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