Presidente do CBH-Piracicaba alerta acerca de crise hídrica

Em relação às lagoas da região, Flamínio acredita que a situação está menos crítica em relação aos rios. “As lagoas daqui estão até bem preservadas

Wôlmer Ezequiel


Flamínio Guimarães

Os rios são fontes de um dos recursos naturais indispensáveis aos seres vivos, que é a água. Milhares de espécies da flora e fauna, inclusive a espécie humana, consomem água de rios, que precisam ter uma qualidade adequada para os diversos usos.

Em entrevista ao Diário do Aço, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Rio Piracicaba, Flamínio Guerra Guimarães, alertou acerca da crise hídrica enfrentada no Estado de Minas Gerais e na região do Vale do Aço. “O Rio Piracicaba está na média de 35 centímetros de lâmina d'água. Então queremos melhorar essa situação, que é crítica. E como nós temos hoje chuvas irregulares, o primeiro reflexo que temos é no curso d’água”, afirmou.

Em relação às lagoas da região, Flamínio acredita que a situação está menos crítica em relação aos rios. “As lagoas daqui estão até bem preservadas. Tivemos um susto durante os casos de incêndio no Parque Estadual do Rio Doce (Perd), mas já está tudo controlado agora. Esse patrimônio com várias lagoas precisa ser preservado e contemplado”, explicou.

Contaminação de rios

No dia 5 deste mês, completaram-se quatro anos de uma das maiores tragédias ambientais do país, que foi o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana. Uma enxurrada de lama deixou 19 mortos e causou a destruição de várias casas. Além disso, os rejeitos da barragem atingiram o Rio Doce e seus afluentes.

Conforme Flamínio, a recuperação dos danos causados pela tragédia de Mariana é feita por meio da Fundação Renova, em paralelo com o CBH-Doce. “São duas governanças trabalhando dentro de um mesmo território, executando 42 programas ambientais e sociais. Não está funcionando na velocidade que queríamos, mas as coisas estão acontecendo. E paralelo a isso, o CBH-Doce, que tem um orçamento bem menor, também está propondo a recuperação de mananciais, tratamento de esgoto na propriedade rurais e controle de sedimentos”, detalhou.

Flamínio Guerra ainda acrescentou que, com esses programas implementados, ele acredita que surgirão resultados daqui a uns dez anos. “Depois desse tempo, teremos rios com uma melhor qualidade. Vale lembrar também que um grande problema que os rios têm hoje é em relação ao esgotamento sanitário, que é lançado na natureza. No caso de Coronel Fabriciano e Timóteo, já está em operação a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que foi uma parceria com o CBH-Piracicaba. Portanto, queremos fazer mais dessas parcerias com todos os municípios que estão na Bacias do Rio Doce e Piracicaba”, concluiu.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Leoncio Simoes 06 de Novembro, 2019 | 09:24
A policia tem que prender quem empurra lixo com agua de mangueira,poco preguiçoso,depois reclama que falta agua.

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO