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Fernando Rocha

Divulgação


Fernando Rocha
Por ter jogado com dez atletas, a partir do começo do 2º tempo, com um time que entrou em campo muito mexido e improvisado, com o estádio lotado a favor do Fortaleza, até que este 2 x 2 não foi um resultado de todo ruim para o Atlético.

No final das contas o time conseguiu mais um ponto, que poderá ajudar muito na sua luta para chegar aos 42 ou 43 pontos ganhos, o que o livrará de um novo rebaixamento.
Pelo menos houve um empenho maior dos jogadores em campo, o que não deixa de ser um bom sinal, aumentando as esperanças de uma vitória amanhã, no Mineirão, contra o Goiás, para dar tranquilidade na disputa das últimas rodadas.

Muito parecido foi o empate de 1 x 1 do Cruzeiro com o Bahia, no Mineirão, onde Orejuela foi expulso no 2º tempo, após cometer um pênalti. E mesmo assim os jogadores reagiram. Sassá, que havia entrado no lugar do inoperante David, fez um belo gol e empatou a partida

De bonito mesmo, os mais de 25 mil cruzeirenses que foram ao Mineirão no péssimo horário de domingo à noite só viram a nova camisa amarela lançada pelo clube, pois o time em campo continua jogando um futebol de dar calo nas vistas. O Cruzeiro deve escapar do rebaixamento, mas não por conta do futebol que vem jogando, e sim, pelo nível dos concorrentes diretos, que conseguem ser ainda piores, ou péssimos dos péssimos.

Exemplo baiano
A folha salarial do Bahia não chega à metade da folha do Cruzeiro, e é inferior também à de todos os demais times da região Sudeste. E ao contrário de vários destes, vem fazendo uma campanha sem atropelos, hoje ocupando a zona intermediária, em 10º lugar, com 42 pontos ganhos, dentro do seu objetivo de permanecer na Série A.

Fora de campo, o “tricolor da boa terra” se destaca por ações de marketing que o colocam na vanguarda, à frente da maioria na Série A, sobretudo quanto ao posicionamento em relação às questões sociais e políticas, que interessam diretamente aos seus milhares de torcedores e ao povo brasileiro.

O clube criou um Núcleo de Ações Afirmativas, coordenado por Tiago César, assessor de planejamento, que esteve no Museu do Futebol, no Mineirão, para um bate-papo descontraído, onde explicou as ações do clube baiano.
O futebol imita a vida e não pode se portar perante a sociedade como uma ilha, ausente dos assuntos e das causas que afetam diretamente o cotidiano das pessoas, daí a importância dessa iniciativa do Bahia, cuja série de ações merece todo aplauso.

FIM DE PAPO
• Na 27ª rodada, o Bahia usou contra o Ceará, no Estádio Pituaçu, uma camisa ‘manchada’ de preto, fazendo alusão e alertando para a gravidade das manchas de óleo no litoral brasileiro e que afetam principalmente o Nordeste. A iniciativa foi um sucesso absoluto, com a camisa super bem avaliada e adquirida aos milhares por seus torcedores. Já no ano passado, o marketing do Bahia inovava ao publicar em suas redes sociais os relacionados para a partida contra a Chapecoense, pelo Brasileiro, com os nomes de 20 personalidades negras, dentro da programação de homenagens pelo mês da Consciência Negra.

• Interessante é a forma como deu ênfase à homenagem no seu site, numa verdadeira aula de história, relatando a vida de cada um dos personagens, levando a uma reflexão sobre a situação do negro na sociedade brasileira. O Bahia também se destaca por homenagear e divulgar a luta dos povos indígenas, além de realizar ações voltadas para pessoas com deficiência e das mães com filhos desaparecidos, sem falar de outras questões denunciando intolerância religiosa, machismo e homofobia. Um dos raríssimos técnicos negros em atividade na elite do futebol nacional, Roger Machado, tem tido um papel importante nos debates, sobretudo no tocante ao racismo no país.

• Por falar de vanguarda em ações no marketing esportivo, outro clube do Nordeste, o Fortaleza, tem sido destaque. No jogo contra o Atlético, no Castelão, lançou o “cervejômetro”, que consiste em baixar o preço da cerveja em cerca de R$1, a cada 10 mil ingressos vendidos. A promoção é um sucesso junto aos torcedores, que tiveram o copo de 600 ml da bebida reduzido para R$3,50, tendo em vista que o público total atingiu 31.503 pessoas. Antes, o tricolor cearense chamou a atenção ao lançar uma camisa popular vendida a R$ 59,99, para combater a pirataria.

• A diferença abissal do Flamengo, virtual campeão brasileiro, para os demais concorrentes, pode ser medida num simples detalhe: seu trio artilheiro na competição, formado por Gabigol (20 gols), Bruno Henrique (15) e Arrascaeta (11), juntos, marcaram 46 gols, mais do que 17 times da Série A do torneio nacional. Apenas o Palmeiras (48), Grêmio (52), além do próprio Flamengo, fizeram mais gols do que os três atletas citados. A diferença do Mengão para o Palmeiras continua sendo oito pontos, o que torna o rubro-negro, sem nenhum favor, o virtual campeão brasileiro da temporada. (Fecha o pano!)
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