Tarde demais

Fabrício Pereira

Divulgação


Fabrício Pereira
Quem me acompanha aqui nas páginas do DA e também no programa Bola na Área sabe que venho alertando sobre o Atlético, por causa de uma mentalidade de gerir futebol de maneira muito equivocada. Primeiro foi Daniel Nepomuceno que, com a doença e posteriormente a morte de Eduardo Maluf, implantou à sua maneira um novo sistema de desmando dentro do departamento de futebol do clube. 

Ou seja, endividou o clube com contratações equivocadas e caras como as de Fred, Robinho e jogadores improdutivos que ainda continuam no atual elenco, a exemplo de Fábio Santos. Essa teimosia incrível culminou com a vexatória eliminação de uma Copa Libertadores, quando o time foi derrotado pelo inexpressivo Jorge Wilstermann, da Bolívia.

Veio então Sérgio Sete Câmara, e a coisa ficou ainda pior. A austeridade financeira implantada por ele só ficou na cabeça dele mesmo e de seus diretores, que nada sabem de futebol. Um exemplo claro disso foi a pífia passagem de Alexandre Gallo, que trouxe jogadores fraquíssimos e com contratos longos, como o tal de Denílson. Pasmem: o Galo vai ficar cinco anos amarrado a ele.

Outros erros absurdos foram trazer Réver de volta, um ex-jogador em atividade, que desfruta de um salário de 450 mil reais por mês; o reserva Maicon Bolt, que, na verdade, deveria se chamar Maicon Barrichello, ganhando também acima de 400 mil mensais; e adquirir Chará por 27 milhões de reais. Isso sem falar em manter no grupo e passar a mão na cabeça do irresponsável do Cazares. Os equívocos são tanto que dariam um livro.
 
Carreta desgovernada
Caso o Atlético não consiga pelo menos quatro pontos contra Fortaleza e Goiás, e se na sequência perder para Fluminense, no Rio de Janeiro, e para o Cruzeiro, no Mineirão, acho que o tome voltará à Série B ano que vem. 
Nos últimos 45 pontos disputados, o time conseguiu apenas oito. Como então acreditar agora que em nove jogos o time irá fazer no mínimo sete pontos para escapar da degola? O futebol jogado pelo Atlético é, disparado, o pior mostrado durante as últimas 20 rodadas por times da Série A. 

Todos os outros times tem o mínimo de organização, algum objetivo para chegar a algum lugar. Mesmo já rebaixados, Avaí e Chapecoense jogam com garra, organização, sabendo o que podem em campo, Na quarta-feira (30) o Atlético recuperou mais um. E foi a primeira vitória do treinador Marquinhos Santos em 10 jogos à frente da Chapecoense. Lamentável. E lembrem que a Chape não está pagando em dia. Ou seja, os jogadores se fecharam e estão jogando por eles, para tentar algum contrato ano que vem.

O Atlético é recheado de atletas sem objetivos. Léo Silva já está focado em ser diretor, Victor quer se aposentar ao final do contrato por causa das contusões. Fábio Santos, Elias e Ricardo Oliveira, idem. E não vou fazer comentários sobre Cazares, pois para isso eu teria que usar muitos adjetivos negativos.

Peguem uns cinco jogadores da base que vêm jogando juntos e encaixem nesse time, urgentemente. Que seja zagueiro, volante, lateral esquerdo, mais Bruninho e Marquinhos no ataque, seja o que Deus quiser. A que ponto esses incompetentes deixaram que a situação chegasse! Como disse aqui no período da Copa América, os diretores, jogadores, e grande parte da torcida se esconderam dos próprios erros do time, fazendo ‘zoação’ em cima do drama do Cruzeiro fora e dentro de campo, e se esqueceram de cuidar dos seus próprios problemas. Deu no que deu...
 
Reagiu na hora certa
Sem perder há sete jogos, o Cruzeiro deu sinais de que está a caminho de fugir da degola. Isso se deu, a meu ver, devido a entrada de alguns jogadores mais jovens na equipe, principalmente o meio campista Éderson, que veio do Desportivo Brasil, de Porto Feliz (SP), com o passe estipulado em 1,5 milhão de reais.

Esse rapaz mudou completamente o meio campo do Cruzeiro, e para melhor. Ele tem muita qualidade, e sem nenhum erro será um dos grandes jogadores do futebol mundial em breve, se tiver a cabeça no lugar. Com ele o time do Cruzeiro fica mais brigador, firme e veloz no meio de campo. Sinal de que a ideia de jogo de Rogério Ceni estava certa. Ele bancou Ederson, Cacá, Fabrício Bruno e Maurício, que mais dia menos dia terá outras e novas oportunidades na equipe.

A passagem de Ceni pelo Cruzeiro parece ter sido pífia, mas acredito que foi o contrário. Só o que o Cruzeiro poderá faturar depois com a venda desses três jogadores poderia aliviar muito as finanças celestes para a próxima temporada. E certamente, com essa equipe, o Cruzeiro se mantém na elite do Brasileirão, pois não vejo mais o clube atrás de Fluminense, CSA, Fortaleza, Botafogo e Atlético. A meu ver, a luta para escapar da degola irá até a última rodada, graças à campanha horrorosa feita no primeiro turno e o baixo número de vitórias celestes até aqui, que é o primeiro critério de desempate.
 
Bola na Área
Na próxima segunda-feira (4), o programa Bola na Área será transmitido direto da área do bar do Industrial Esporte Clube, no Bairro Bom Retiro, em Ipatinga. Música ao vivo com Jaider Leone e sorteio de brindes.
Aguardamos você. Siga-nos ao vivo: Facebook - Bola na Área e Instagram - Bolanaarea.esportes, TV Caravelas canal 6 da Net, e TV Cultura canal 4 e na Net canal 12.
 
Contatos com a coluna: e-mail - fabricio.bolanarea@gmail.com. WhatsApp - (31) 98632-3341.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: falecomoeditor@diariodoaco.com.br

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

ENVIE O SEU COMENTÁRIO