Goleiro Bruno rescinde com o Poços de Caldas

Ainda conforme a advogada, há clubes do Nordeste, Rio de Janeiro e Goiás interessados no goleiro

29/10/2019 às 15:58
Divulgação TJMG
Presidente do clube afirmou que a Justiça não libera o atleta para treinamentos

Bruno Fernandes, condenado por homicídio triplamente qualificado, teve seu contrato rescindido com o Poços de Caldas. A informação divulgada pela Folha de São Paulo foi confirmada pelo presidente do clube. O goleiro atuou em apenas um jogo com o time e tinha contrato até janeiro de 2020. Ele cumpre pena de 20 anos e nove meses pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, e atualmente cumpre regime semiaberto.

Segundo o presidente do clube mineiro, Paulo César da Silva, a rescisão foi consensual. “A gente não consegue contar com o atleta. Em 60 dias de contrato, ele jogou 45 minutos, a Justiça não libera para ele treinar. É uma coisa que se torna difícil para o clube, você manter um salário alto de um jogador do nível dele para não usar”, afirmou.

Embora o presidente fale em consenso, a advogada de Bruno, Mariana Migliorini, criticou o Poços de Caldas. "Não era passado à defesa do Bruno as datas corretas de jogo. O presidente não tem [departamento] jurídico. Ele pensou que se fizesse um 'ofício' o Bruno seria liberado. Há que se fazer uma petição, e só a defesa pode fazê-lo", afirmou.

Segundo o dirigente, a Justiça negou pedidos da defesa de Bruno para que ele pudesse treinar em Poços de Caldas e jogar com o time em cidades vizinhas.

Ainda conforme a advogada, há clubes do Nordeste, Rio de Janeiro e Goiás interessados no goleiro.

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