Decepção azul

Fernando Rocha

Divulgação


Fernando Rocha
Quem falou em ‘revanche’ e outras baboseiras mais, acabou ficando de queixo caído, pois Rogério Ceni foi bem recebido não só pelos torcedores do Cruzeiro, que não o hostilizaram nem na chegada ao Mineirão e nem depois, no gramado. Além disso, a maioria dos jogadores celeste foi cumprimentá-lo antes de a bola rolar em campo.
A exceção, obviamente, ficou por conta dos quatro “medalhões” do time - Thiago Neves, Fred, Robinho e Egídio -, que nem sequer tiveram coragem de olhar para o banco de reservas do Fortaleza.

O jogo foi um autêntico ataque contra defesa. O gol de Orejuela, aos 34 do segundo tempo, fez a torcida explodir de alegria, que durou apenas três minutos, quando Welington Paulista, bem ao seu estilo, impôs aos celestes a lei do ‘ex’, empatando a partida em falha do lateral Egídio.

O que poderia ter sido uma noite de festa para o torcedor celeste, com a saída da zona de rebaixamento, acabou em tristeza, revolta e novos protestos contra a diretoria, além de alguns jogadores que estão rendendo muito abaixo do que se esperava.

Ruim e preguiçoso
Vimos mais um vexame desse time ruim e preguiçoso do Galo, que fez uma de suas piores exibições neste Brasileirão, desta vez ao perder de 2 x 0, no Morumbi, para o também limitado São Paulo.
Apesar da sua irregularidade e irresponsabilidade, Cazares fez falta, pois depender de Vina, Luan ou Natan para criar jogadas de ataque é o mesmo que procurar minhoca no asfalto.

O elenco é fraco, envelhecido, todos nós sabemos disso, mas o que mais incomoda a torcida é a passividade dos jogadores, que parecem ignorar o momento delicado, apenas seis pontos à frente do maior rival, o Cruzeiro, primeiro clube na zona de rebaixamento, contra quem ainda irá jogar.

FIM DE PAPO
• Foi a 13ª derrota do Atlético neste Brasileirão, igualando-se neste caso ao CSA (18º), além de duas a mais que o Cruzeiro (17º). O técnico Vagner Mancini, que estava com moral depois da vitória sobre o Santos, caiu na vala comum dos técnicos nacionais e armou o time no mais do mesmo como visitante, medroso, recuado, jogando apenas pelo empate. Depois que estava perdendo de 2 x 0 resolveu mexer e botar o time pra cima do tricolor paulista, mas aí já era tarde demais.

• Quem tem acompanhado - com senso crítico - as notícias dos bastidores do futebol nacional, sabe muito bem que a atual diretoria da CBF, presidida por Rogério Caboclo, é uma continuidade das anteriores, desde Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, o patrão e inspirador do atual mandatário da entidade.

No entanto, o senador paranaense Álvaro Dias, que presidiu a CPI do Futebol no ano 2.000, mantendo por vários anos uma postura crítica em relação à CBF, de repente aparece na sede da entidade, cheio de prosa, apoiando Caboclo e sua turma, como se nada houvesse de errado. "Viemos conhecer as transformações que foram realizadas na CBF com as novas posturas, normas administrativas, mais transparência”, disse o político no Twitter da entidade. Até tu, Brutus!

• A equipe do SporTV, que transmitiu no sábado à noite o empate de 1 x 1 do Ceará com o Vasco da Gama, passou uma tremenda saia justa após discordar da validação do gol de empate do “Vôzão” pelo VAR. O comentarista e ex-árbitro Sálvio Espíndola chegou a ver, além de um impedimento, um toque de mão do atacante do Ceará no início da jogada. Após a divulgação das imagens pelo VAR, que desmentiu a sua enfática opinião, só restou ao comentarista uma desculpa esfarrapada do tipo “eles usam imagens em 3D”.

• A decisão da Copa Libertadores deste ano, entre Flamengo e River Plate, vai colocar frente a frente os dois melhores treinadores do continente. Jorge Jesus e Marcelo Gallardo falam das vitórias como base para um trabalho de longo prazo se manter, mas prezam o futebol de alta qualidade como o meio para chegar a esse fim. Os dois mudam a Libertadores de patamar, pois agora está claro que também se ganha o mais importante torneio do continente jogando um futebol vistoso, de qualidade técnica, unindo intensidade com arte. Está claro, ainda mais este ano, que os dois finalistas são irmãos de sangue no sistema tático. (Fecha o pano!)
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