Especialista aponta cuidados com previdência privada de bancos

Para o especialista, é necessário observar três pontos antes de contratar uma previdência privada

Wôlmer Ezequiel


Victor Espindola destacou três pontos que precisam ser observados pelos investidores antes de fazer uma previdência privada

Com a aprovação da reforma da Previdência no Senado, falta agora apenas a promulgação do texto para que possam valer as novas regas, que estabelecem a idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, além de outras mudanças. Diante desse cenário, as pessoas que estão preocupadas com a possibilidade de se aposentar ou não, podem acabar recorrendo às ofertas de previdência privada, feitas insistentemente por bancos.

Mesmo com essas propostas, apresentadas como atraentes pelo sistema bancário, o especialista em investimentos, Victor Espindola, alerta que é preciso ter atenção ao fazer uma previdência privada. “Isso é algo muito paradoxal, porque para algumas pessoas é uma grande maravilha ou uma salvação, mas para outras, pode ser um péssimo investimento, que não atende suas expectativas. Por isso que é preciso ter alguns cuidados”, afirmou.

Para o especialista, é necessário observar três pontos antes de contratar uma previdência privada. “O primeiro ponto é olhar se tem taxas administrativas, que são comuns de serem encontradas em bancos tradicionais, que cobram de 3% a 4% ao ano do seu investimento, o que é muito alto. Outro ponto que merece atenção é a taxa de carregamento, que é cobrada na hora da aplicação do dinheiro, podendo chegar a 3%, ou seja, o investidor também deve olhar se há essa taxa em seu plano. Já o terceiro ponto envolve saber a rentabilidade da previdência privada, ao ano, e comparar com outros tipos de investimentos”, explicou.

Outros investimentos
Victor Espindola também ressaltou que ter uma previdência privada não impede de ter outros tipos de investimentos, como compra de ações na bolsa de valores ou de títulos públicos do Tesouro Direto. “A previdência privada de banco é um produto que pode compor, normalmente, a carteira de investimento. É muito plausível que se tenha mais de um tipo de investimento e isso vai depender da expectativa de retorno financeiro que cada investidor tem. E a decisão de ter uma previdência privada é também algo muito particular, que vai depender dos planos de cada pessoa”, enfatizou.

Própria previdência
O especialista em investimentos ainda destacou que é possível fazer a própria “previdência privada”, não sendo necessário depender de um banco. “Os grandes fundos de previdência investem em produtos de renda fixa, o que pode ser feitos pelas pessoas. A diferença é que os bancos têm acesso a alguns investimentos de renda fixa, que o investidor comum não teria, mas isso não descarta a possibilidade de fazer a própria previdência”, afirmou Victor.

Recomendáveis
Conforme o especialista, os tipos de investimentos mais recomendáveis para fazer sua própria previdência são aqueles indexados à inflação. “Ninguém quer esperar 30 anos para ter sua aposentadoria e saber que seu dinheiro acumulado não vale mais nada. Entretanto, quando o investimento é atrelado à inflação ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está garantido que o investimento nunca irá perder para inflação. Um deles é o título do Tesouro Direto conhecido como Tesouro IPCA+, que paga juros e a inflação de determinado intervalo de tempo”, detalhou.

Já em relação à segurança dos títulos públicos do Tesouro Direto, Victor Espindola afirma que esses produtos têm risco soberano. “Isso quer dizer que o investidor apenas não irá receber, se o país quebrar ou falir. Portanto, é possível fazer a própria previdência privada, basta ter dedicação e cuidados”, pontuou. (Repórter - Tiago Araújo)
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