Bolsonaro diz que 'vai chegar a nossa vez', sobre entrada do Brasil na OCDE

Polêmica surgiu com informação segundo a qual Romênia e Argentina entrarão para a organização; justificativa é que os dois entraram com o pedido antes

Reprodução de vídeo


Pronunciamento de Bolsonaro, na noite de quinta-feira (10)

Em transmissão em sua página pessoal, na noite desta quinta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro procurou minimizar a notícia de que os Estados Unidos recusaram apoio à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Em vez disso, os estadunidenses apoiaram a inclusão de Argentina e Romênia, dando como justificativa o fato de os dois países terem entrado com pedidos antes do Brasil.

"Vai chegar a nossa hora", disse Bolsonaro. "Conversei com o Trump duas vezes. Na primeira vez que eu pedi, imediatamente ele me deu, mas não depende só dele. Os dois países estavam na nossa frente. Leva mais de ano essa entrada. Em 2017, o Brasil tentou e não deu certo, com o presidente Temer. Os governos do PT nem tentaram", completou.

O presidente ainda acrescentou: "Não é chegou, vai entrando. Eles fazem uma seleção, para que esse país que entre cumpra tudo aquilo que está no estatuto".

Atualmente, na América Latina, apenas Chile e México integram este grupo de países industrializados e em desenvolvimento com práticas pró-mercado.

O que é a OCDE

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), foi criada em 1961 e também é conhecida como “clube dos países ricos”. É formada por 36 países que detêm alto índice de Produto Interno Bruto (PIB) per capita e altos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

Além disso, são países que defendem princípios da democracia representativa e apoiam regras da economia de mercado.

Como membro pleno da OCDE, o governo brasileiro espera atrair investimentos e obter outras vantagens, como acesso a financiamento externo com melhores condições. Por outro lado, vai abrir mão de regular a exposição do mercado interno à concorrência de produtos e importados em setores considerados mais sensíveis.

Frustração

Apesar do tom do presidente, a notícia, dada em primeira mão pela agência de notícias Bloomberg, deixou a equipe econômica frustrada, de acordo com fontes próximas ao grupo chefiado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A palavra de ordem entre os técnicos foi “continuar o processo de convergência, de regulação e governança com padrões globais, para permitir a inserção”.

Trump se pronuncia

Em sua conta no Twitter, o presidente estadunidense Donald Trump reafirmou seiu apoio à entrada do Brasil na OCDE: "A declaração conjunta divulgada com o presidente Bolsonaro em março deixa absolutamente claro que apoio o Brasil no início do processo de adesão plena à OCDE. Os Estados Unidos defendem essa declaração e defendem @jairbolsonaro. Este artigo é notícia falsa", escreveu Trump em relação à matéria publicada pela agência Bloomberg.

Já, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu um comunicado informando que Washington apoia uma expansão da OCDE, em um ritmo "moderado" que leve em conta a necessidade de pressionar por reformas de governança.
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Comentários

Taurus 11 de Outubro, 2019 | 12:44
Engraçado está notícia, pois foi aberta as pernas para os E.U.A e agora estão frustados? Viva o MITO!!! Viva o golpe político!!!!
Barrabas 11 de Outubro, 2019 | 09:14
Um pais cheio de politicos corrupto e pra complicar incendio na amazonia o governo que tem um ministro do meio ambiente que nao faz seu trabalho como ministro desemprego assustador e impossivel ter este previlegio.

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