Desenvolvimento Regional será tema de Conferência Metropolitana

Diferentemente, das outras edições, Conferência terá três dias de duração

Wôlmer Ezequiel


João Luiz recebeu a imprensa na tarde desta quarta-feira (9)

O diretor geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), João Luiz Teixeira Andrade, confirma os temas agendados para a 5ª Conferência Metropolitana da RMVA, programada para ser realizada do dia 20 a 22 de novembro, no Centro Universitário do Leste de Minas Gerais, campus de Coronel Fabriciano. Temas como a eleição de representantes do Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano, discussão sobre o desenvolvimento econômico regional e o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI), estarão em pauta durante o evento.

João Luiz destacou que o primeiro grande objetivo da conferência é mobilizar para o processo de eleição do conselheiro metropolitano. “A sociedade tem condição de pleitear uma vaga no órgão superior da nossa Agência, que é o conselho metropolitano e, assim, ter direito à voz e voto nas decisões. Já nos dias 21 e 22/11, vamos tratar sobre a discussão do desenvolvimento econômico na região metropolitana do Vale do Aço e também a apresentação da minuta do projeto de lei do PDDI. No dia seguinte, teremos condição de enviar esse projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, caso esse plano tenha sido aprovado devidamente dentro dos trâmites. Mas a nossa previsão muito otimista é que vamos conseguir fazer isso durante a conferência”, avalia.

Os interessados em participar da eleição devem comparecer à conferência representando alguma entidade ou instituição devidamente registrada, sendo necessário ter um CNPJ. Essas entidades são divididas em setores, sendo eles, econômico, movimentos sociais e populares, movimentos sindicais, ONG’s - que não se enquadre em nenhuma situação anterior, conselhos de profissionais e entidades de pesquisa e graduação.

O conselheiro tem um papel importante, segundo João Luiz, porque irá ocupar a única cadeira que a sociedade civil tem dentro da gestão metropolitana do Vale do Aço. “Então, é um conselho superior, que pode deliberar inclusive sobre a aprovação do PDDI, sobre as prioridades da agência e ele pode vir a pautar linhas de ação aqui dentro. Esse conselheiro, junto com os demais, pode movimentar o órgão e movimentar a própria Agência, definindo alguma prioridade ou linha de ação aqui dentro. É um papel extremamente nobre, um trabalho voluntário. O conselho se reúne a cada dois meses e esse conselheiro poderá influenciar nessas decisões e ter direito a voto de forma plena”, pontua.

Ampliação

Historicamente, a conferência era realizada apenas para a eleição do conselheiro. Mas nesta 5ª edição, irá debater a questão do desenvolvimento econômico regional. Temas de como atrair empresas para a região, com painéis contendo casos de sucesso de outros municípios, que atraíram investimentos. Será uma ilustração de como a região pode aproveitar experiências de outros locais que tiveram sucesso nos últimos dez anos, nesse segmento, para aprender a fazer aqui. “Teremos ainda um foco para o desenvolvimento do turismo na região, como um fator de geração de emprego e renda. Vamos falar sobre parques estaduais e como o modelo de concessão pode fomentar o turismo. No caso, abordaremos especificamente o Parque Estadual do Rio Doce. Teremos ilustrações sobre o sucesso do município de Bonito, no Mato Grosso do Sul, que trará para nós a experiência com exploração do turismo ecológico e de aventura. Por fim, o terceiro painel de desenvolvimento econômico irá inspirar a população do Vale do Aço com um empreendedor de sucesso da região, que tem expandido seu negócio. Isso nos mostra que alguém próximo tem ganhando o mundo, pais e estado, a partir de seus negócios aqui”, salientou.

Situação da BR-381 preocupa

Durante a entrevista, João Luiz aproveitou para abordar o caso da BR-381. Recentemente o diretor geral da Agência protocolou um relatório na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com pontos preocupantes. A concessão da rodovia não prevê investimentos para o trecho no município de Ipatinga, que é considerado duplicado.

A Agência desenvolveu um estudo inédito, que mapeou pontos da circulação viária dentro da cidade atualmente. Foi realizada projeção para o caso de a cidade não receber recursos para aumentar sua capacidade e como ficará o trânsito no horizonte de 30 anos de concessão. “Percebemos dados alarmantes de trânsito, que apontam para uma paralisação ou quase um colapso do sistema de circulação no eixo da rodovia, dentro de Ipatinga, no horizonte de 30 anos. O que tem sido feito são tratativas. Estive no Congresso Nacional conversando com os deputados que têm votação em nossa região, todos receberam o relatório e foram sensibilizados. Conseguimos uma agenda com o diretor da ANTT, que está conduzindo o processo de concessão. O trânsito em Ipatinga não atende apenas aos 260 mil habitantes da cidade, mas todo o Vale do Aço circula na BR-381, estamos falando de 770 mil pessoas, da região metropolitana, que estará prejudicada, caso a concessão não traga investimentos de fato”, alertou.
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