Deu zebra

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
Se levar em conta as deficiências do atual elenco, que além de um banco fraco tem no time titular vários jogadores com prazos de validade vencidos, até que o técnico Rodrigo Santana mandou bem no empate de 1 x 1 com o Palmeiras.

Ele alterou o esquema tático com três zagueiros, neutralizou o jogo aéreo e dificultou a troca de passes do time de Mano Menezes, saindo do primeiro tempo com a vitória de 1 x 0, que poderia ter sido maior não fosse a péssima arbitragem e o VAR, que ignoraram um pênalti claro de Felipe Melo em Igor Rabelo.

No segundo tempo o time recuou e vieram os erros de sempre, muito também por conta da superioridade técnica do adversário. Mas quando Santana precisou mexer na equipe foi que a coisa desandou de vez, pois os jogadores que entraram em campo - Maicon Bolt, Zé Welison e Ricardo Oliveira -, são como um zero à esquerda e nada valem.

O Galo tomou o gol de empate no finzinho da partida, mas surpreendeu sua torcida com uma boa atuação, reacendendo a esperança de tornar-se ‘zebra’ novamente, nesta quinta-feira, diante do líder, o Flamengo, no Maracanã.

Queda livre
Mais uma vez o Cruzeiro não atingiu seu objetivo e só empatou, em 1 x 1, com o Internacional, 1 x 1 no Mineirão. Levou um gol no primeiro tempo e teve de correr atrás do resultado, conseguindo o empate através de Fred na etapa final, ao cobrar um pênalti muito contestado pelos gaúchos.

O empate fez o time celeste cair para o 18º lugar, com 20 pontos ganhos, três a menos do que o Ceará, agora o primeiro fora da zona da degola, o que faz aumentar ainda mais a pressão sobre a equipe no jogo de amanhã, contra o Fluminense, no Mineirão, adversário direto na luta contra o rebaixamento.

O técnico Abel Braga continua com o discurso de que o time está evoluindo, uma meia verdade, pois o que se vê é um time sem forças para reagir, desorganizado taticamente, sem confiança e, consequentemente, sem o respeito dos adversários.

Quando chega a esse ponto, a bola parece queimar no pé dos jogadores, sobretudo dos mais jovens, e mesmo nos mais experientes, a perna costuma pesar uma tonelada, ocasionando falhas bisonhas e que comprometem o resultado final.

FIM DE PAPO
* Pelo que não vem jogando, a ausência de Thiago Neves pelo terceiro cartão amarelo pode ajudar o técnico Abel Braga na montagem do time. Quem sabe um jovem da base, a volta do Rodriguinho, Pedro Rocha, possa ajudar virar a chave e o Cruzeiro consiga retomar o caminho das vitórias. Tomara também que o zagueiro Dedé possa voltar, pois este, sim, faz muita falta ao time.

* Após o jogo de sábado no Mineirão, houve conflito com agressões e muita correria na área de estacionamento do estádio, entre torcedores e seguranças que tentavam proteger a saída dos jogadores. Os alvos principais dos protestos eram os dirigentes do clube, mas quem levou a pior foi o repórter e gente da melhor qualidade Victor Moreira, da TV Alterosa, que teve o microfone atirado longe e ainda recebeu um soco no braço, desferido por um torcedor revoltado. Este é um momento muito delicado, no qual a razão dá lugar à ignorância, imperando a irracionalidade.

* A não marcação do pênalti claro de Felipe Melo em Igor Rabelo, que poderia ter mudado o resultado de Palmeiras 1 x 1 Atlético, gerou comentários absurdos de diversos comentaristas nos vários canais de TV da mídia nacional. De todos que vi, o mais surreal foi do ex-soprador de apito, Paulo César Oliveira, na transmissão aberta da Globo e na resenha pós-jogo do SporTV. Mesmo com a imagem mais clara do que nunca, mostrando que houve de fato o empurrão nas costas do zagueiro atleticano, o VAR não alertou o árbitro para ao menos revisar o lance. E o comentarista fraquinho manteve a pose, negando o “óbvio e ululante”, como diria Nelson Rodrigues.

* Mais tarde, no “Rei Pelé”, em Maceió, o CSA derrotou o Avaí por 3 x 1 e, curiosamente, um lance muito parecido foi registrado no atacante Ricardo Bueno. Desta vez o VAR agiu corretamente e alertou o árbitro, que após a revisão marcou o pênalti. Dois pesos, duas medidas? Ou apenas mais uma demonstração de que o nosso VAR tem muito ainda o que aprender? Vamos lembrar o que disse um dia o mestre Telê Santana: “O futebol brasileiro não é para gente séria”. (Fecha o pano!)
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