30 de setembro, de 2019 | 20:00

Gasto com pessoal aumenta em Ipatinga, mas se mantém dentro do limite

Município investe atualmente 32,09% na área da saúde, mais que o dobro do mínimo exigido em lei, aponta relatório de gestão fiscal

Divulgação
Os dados foram apresentados por Diego de Carvalho, controlador geral do município, em audiência pública na CâmaraOs dados foram apresentados por Diego de Carvalho, controlador geral do município, em audiência pública na Câmara

Os gastos com a folha de pagamento de servidores ativos e inativos do município de Ipatinga aumentaram entre setembro de 2018 e agosto de 2019, em relação ao mesmo período anterior. De acordo com técnicos da administração municipal, o valor pulou de R$ 290 milhões para quase R$ 350 milhões, atingindo a marca de 50,53% do orçamento total do município, ainda abaixo do limite prudencial 51,30% permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os dados foram apresentados durante audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (30), com objetivo de apresentar relatórios da gestão fiscal do município do 2º quadrimestre e de execução orçamentária do 4º bimestre de 2019.

A audiência pública é uma exigência da própria Lei de Responsabilidade Fiscal, com o intuito de dar transparência aos gastos do Poder Executivo e um maior controle de fiscalização pelo Legislativo. A Comissão de Controle de Execução Orçamentária e Financeira da Câmara de Ipatinga ficou por conta de conduzir a discussão.

Outro dado apontado durante a audiência pública foi o nível de endividamento do município, abaixo do permitido pela legislação. O limite para o endividamento em relação à receita líquida é de 120%, e o município de Ipatinga possui hoje uma dívida que representa 28,19%, número que permite ao governo municipal buscar com folga mais créditos no mercado para o custeio de investimentos públicos, divulgou a Casa Legislativa.

Da composição da receita corrente líquida, a audiência pública demonstrou mais a dependência do município em relação às transferências de outros entes da federação. Mais de 60% do orçamento da cidade vem de transferências obrigatórias dos governos federal e estadual.

Outros números
Além disso, a apresentação apontou que o município gasta com a saúde percentual acima do exigido por lei. Os municípios precisam gastar no mínimo 15% da receita com a saúde, e Ipatinga atualmente investe 32,09% na área. “É mais que o dobro”, disse Diego de Carvalho, controlador geral do município, durante apresentação dos números.

Os gastos com educação, no entanto, ainda se encontram abaixo do exigido. Entre o período de janeiro a agosto de 2019, foram gastos o equivalente a 23,57%, ante a exigência de 25%. “Ainda temos até o fim do ano, e costuma-se esse percentual ser consolidado até o término do exercício financeiro”, afirmou o controlador.

Sobre o gasto com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o município superou o valor gasto com pessoal do magistério com a verba repassada. O valor aplicado com pessoal ficou em 79,38%, diante dos 60% exigidos.

Fazem parte da Comissão de Controle de Execução Orçamentária e Financeira da Câmara de Ipatinga os vereadores Tunico (presidente), Vanderson da Autotrans (vice-presidente) e Nilsin da Transnil (relator).
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