25 de setembro, de 2019 | 07:00

Estudantes plantam mudas no Imbaúbas

Crianças plantam mudas de árvores e vislumbram futuro mais verde e consciente

Wôlmer Ezequiel
Plantio foi realizado por crianças de 10 e 11 anos, no bairro Imbaúbas Plantio foi realizado por crianças de 10 e 11 anos, no bairro Imbaúbas

Em meio às notícias de incêndios e devastação da Mata Atlântica, uma ação diferente foi realizada na tarde desta terça-feira (24). Alunos do 5º ano do Colégio São Francisco Xavier (CSFX) puderam plantar mudas de espécies arbóreas e frutíferas, nativas da região. Os meninos fizeram sua parte para reflorestar uma área devastada pelo fogo, na avenida Paladium, no bairro Imbaúbas, em Ipatinga. Animados, planejaram voltar ao local daqui a algum tempo, para ver tudo verde outra vez.
Bruna Lage
Henrique Aron lembrou que o país está numa fase difícil quando o assunto é desmatamentoHenrique Aron lembrou que o país está numa fase difícil quando o assunto é desmatamento

Henrique Aron, de 11 anos, chegou empolgado ao local. “Minha expectativa é muito boa, porque a gente vai ajudar o planeta, que está numa fase bem difícil de desmatamento, de queimadas na floresta. A Amazônia também foi atingida por boa parte das queimadas e estamos aqui fazendo esse reflorestamento para ajudar a natureza e as gerações futuras. Apesar de nunca ter plantado nenhuma muda, estou feliz por poder fazer a minha parte. Eu moro no bairro das Águas, mas tenho um amigo que mora por aqui perto mesmo. Vai ser uma alegria enorme poder dizer que eu plantei essa muda, com todo meu carinho, para ajudar o planeta”, celebrou.
Wôlmer Ezequiel
Pedro dos Santos tem 11 anos e fez a sua partePedro dos Santos tem 11 anos e fez a sua parte

Pedro dos Santos falou com a equipe do Diário do Aço e correu para plantar a sua mudinha. “É muito novo pra mim isso, mas sei que a importância para a natureza será grande. Temos trabalhado o reflorestamento também em sala de aula, que é uma atitude que pode melhorar o mundo. Temos visto atitudes ruins dos homens, dentre outros problemas sociais, o que é triste. Poderei passar aqui um dia com meus filhos e contar que fui eu que plantei essa árvore. Eu gostaria que as pessoas se comovessem e parassem com os incêndios criminosos. Não podemos continuar assim”, avalia o jovem estudante.
Bruna Lage
Isabela Arantes: ''achei legal esse projeto, que nos incentivou a plantar para melhorar o mundo''Isabela Arantes: ''achei legal esse projeto, que nos incentivou a plantar para melhorar o mundo''

Isabela Arantes escolheu com carinho onde sua plantinha iria ficar. “Tem que ser um lugar muito legal. Eu tô feliz em contribuir, porque quando a gente for maior, passar por aqui e ver que está tudo mais verde, vamos lembrar que fomos nós que deixamos melhor do que estava. Todos estão muito felizes em saber que farão a diferença. A professora explicou que tem uma grande área sendo desmatada e que a gente vai poder contribuir plantando mais árvores. Eu achei legal esse projeto, que nos incentivou a plantar para melhorar o mundo. Sem a natureza a gente não iria existir, não teria o mundo”, assegurou.

Plantio

Uma parceria entre o Colégio São Francisco Xavier - administrado pela Fundação São Francisco Xavier - e a Usiminas viabilizou o plantio de 160 mudas na área do Cinturão Verde, em um local de preservação da Usiminas. Cerca de 157 alunos participaram da ação de reflorestamento e plantio de mudas que tem o objetivo de reflorestar áreas que foram devastadas por incêndio.

Idealizadora do projeto do reflorestamento, Cláudia Rabelo relata que a ideia surgiu a partir do incômodo do incêndio na Amazônia. “Trabalhando no colégio e morando em Coronel Fabriciano, vi de perto algumas áreas próximas à Usipa pegarem fogo, ao longo de uma semana. A gente fica sofrendo pelo caso da Amazônia, mas precisamos fazer alguma coisa aqui em nossa região. Levei a ideia para a escola e a direção topou, junto com a Usiminas também. As coisas só mudam com a educação, sem isso não vamos a lugar algum. Se essa geração entender a importância que é plantar uma árvore e preservar o ambiente em que mora, não vamos ter problemas lá na frente”, vislumbra.

A idealizadora do projeto Poesia, Cláudia Vargas, destaca que ele é trabalhado com as crianças do 5º ano, que tem 10 e 11 anos. “Se não me engano, estamos na 15º edição, mudando a temática a cada ano. Montamos um projeto interdisciplinar, envolvendo todas as disciplinas. Partimos do princípio que poesia não é só o que está no livro, mas sim o jeito de ver a natureza, de ver o outro e o cotidiano. Nesse projeto estamos trabalhando muito a questão do desmatamento no Brasil, assunto que surgiu logo no início do estudo. Tivemos a ideia de fazer esse reflorestamento, para mostrar que a gente não só percebe o problema, mas busca a solução”, concluiu.

(Bruna Lage)
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