Passados 13 anos de brutal assassinato no Novo Tempo, viúva pede Justiça

Vítima de 26 anos foi agredida até a morte e seu corpo localizado na margem de um córrego em 2006, em Timóteo

Arquivo/Diário do Aço


O julgamento ocorreu no Fórum da Comarca de Timóteo
Atualizada às 11:55
Nesse ano completa 13 anos de um assassinato brutal ocorrido em Timóteo, que teve como vítima Davi Andrade Silveira, de 26 anos. Ele foi espancado e torturado até a morte no bairro Novo Tempo. Morador do bairro Alvorada, o corpo de Davi foi encontrado caído à margem do córrego. Na época, a vítima, que era usuária de entorpecentes, devia uma quantia de R$ 50 para uma pessoa. Consta no processo que ele acabou atraído para um local, sob o pretexto de ter sido convidado para um churrasco, mas na verdade, ele acabou sendo espancado até a morte.

O julgamento dos acusados demorou mais de dez anos para ocorrer. Na segunda semana de setembro, cinco pessoas sentaram-se no banco dos réus na sala do Júri do Fórum Geraldo Perlingeiro de Abreu. O Conselho de Sentença, entretanto, decidiu absolver todos os acusados.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) não concordou com o resultado do julgamento e, conforme assessoria de comunicação do MPMG, a representante do órgão já recorreu da decisão do Júri Popular e os réus podem ser novamente julgados pelo crime.

Espera por justiça
A mulher da vítima, Regiane Ferreira, disse em entrevista à Rádio Itatiaia Vale que recebeu com perplexidade a decisão do Júri Popular. Mesmo passados quase 13 anos, a mulher diz que espera justiça. “A lembrança que eu tenho é que ele saiu e me falou que ia para um churrasco, e na realidade ele foi a ‘carne do churrasco’, ele só foi atraído para uma emboscada, para ser torturado e espancado até a morte”, lamentou.

Regiane confirma que o marido havia falado que estava ameaçado de morte por causa da dívida de R$ 50. “Então eu falei para ele ir na delegacia e ele respondeu que ia resolver isso. Passados alguns dias, eu cheguei do serviço e ele estava com um hematoma no pescoço. Confirmou que havia sido agredido, mas que estava tudo bem. Um dia antes dele ser morto eu falei com ele para que não fosse mais ao Novo Tempo, para que não frequentasse aquele lugar, mas ele insistia que não tinha feito nada de errado e que podia ir tranquilo. E foi. No outro dia eu peguei o corpo dele para sepultar”, lamentou.

A mulher confirma que o marido tinha mesmo o vício do entorpecente, mas era uma pessoa pacata, calma, sem histórico de agressividade. Davi deixou dois filhos. A mulher conta que o mais velho soube da morte cruel do pai em versão contada por terceiros, na rua. “Antes que eu explicasse, alguém contou de uma forma traumatizante para a criança. Enfrentei dificuldades para o tratamento do menino. Ele às vezes pergunta se os assassinos do pai ainda estão impunes”, conclui.
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Comentários

Jovem Aprendiz 23 de Setembro, 2019 | 15:42
Outro caso de impunidade foi da garota Thamara. Violentada e morta no mesmo local onde foi encontrado o corpo de Davi. Até hoje os responsáveis pelo assassinato da garota não foram encontrados.
Do Bem 23 de Setembro, 2019 | 09:04
é uma brutalidade quem fez isso anda de boa pelo bairro, me lembro desse ocorrido esse jovem chegou visitar a igreja madureira em timoteo , más eu sei como que é a fúria do inimigo por fraqueza ele não conseguiu firmar . os que fizeram isso com ele tá de boa tem que pagar pelo que fez a justiça tem que acontecer .
Oliveira 22 de Setembro, 2019 | 07:09
Um dia a conta vem. Existe a justiça dos bandidos que é pags com a vida. A droga ceifando vidas.

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