Presos já estão em treinamento para fabricar blocos de pavimentação em Timóteo

Segundo Willkys, o custo de um bloco já instalado praticado no mercado chega a ser o dobro do que será produzido pelos presos

Divulgação


Parceria para realizar projeto ''Novos Caminhos'' foi assinada nesta semana

Cinco presos que cumprem pena no Presídio de Timóteo já estão em treinamento na oficina instalada dentro da unidade prisional para aprenderem a fabricar, a partir de rejeitos da siderurgia, peças tipo bloquetes que servirão para fazer o calçamento de vias públicas e praças do município. O trabalho é resultado do projeto “Novos Caminhos”, assinado no fim desta semana, no auditório da prefeitura, por sete instituições públicas e privadas.

Assinaram a parceria a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a Usiminas, a Prefeitura de Timóteo, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (CIMVA), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) – Regional Vale do Aço e a Empresa Precomol – Pré-Moldados e Construções.

Os rejeitos siderúrgicos, chamados de siderbrita, serão doados pela Usiminas e o que antes era descartado e não tinha utilização sustentável agora será transformado em calçamento. O trabalho dos cinco internos – já com previsão de contratação de outros cinco – irá gerar um ciclo de sustentabilidade ambiental somado à ressocialização de indivíduos presos, informa o governo estadual. A Apac disponibilizará mão de obra prisional para fazer o trabalho de pavimentação no município.

Funcionamento
A fabricação dos blocos intertravados à base de agregado siderúrgico (siderbrita) no Presídio de Timóteo nasceu de uma conversa informal entre o diretor-geral da unidade prisional, Leandro Macedo, e o prefeito da cidade, Douglas Willkys. “Ele me contou que havia uma máquina de fabricação de blocos de concreto que estava inutilizada no presídio. A partir daí todos os atores do Projeto Novos Caminhos foram dando sua contribuição, até se tornar realidade”, relatou o prefeito.

Segundo Willkys, o custo de um bloco já instalado praticado no mercado chega a ser o dobro do que será produzido pelos presos.

Após a doação do agregado siderúrgico pela Usiminas, a CIMVA fará o transporte para o Presídio de Timóteo e a prefeitura realizará a compra e a entrega de demais insumos necessários para a conclusão do processo de fabricação para o presídio. A direção da unidade selecionará e disponibilizará detentos para trabalhar na fábrica e a Precomol ficará responsável pelo treinamento. Por fim, a Apac disponibilizará mão de obra qualificada para instalação do produto acabado nas vias do município de Timóteo.

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