Emmanuel Franco
Empresários procuraram o Sindcomércio para criticar a ?concorrência desleal? dos profissionais autônomos no centro da cidade
O avanço do comércio informal nas ruas de Ipatinga, sobretudo no Centro, tem tirado o sono de empresários que procuraram, esta semana, o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços (Sindcomércio) do Vale do Aço. Vendedores ambulantes que expõem produtos diversos sobre carros ou bancas, nas portas das lojas e de muitas outras maneiras improvisadas têm aumentado a chamada “concorrência completamente desleal”, conforme definem os lojistas.
Outro problema, aponta os comerciantes, diz respeito a barracas de feiras instaladas em espaços públicos, principalmente em praças, nas vésperas de datas comemorativas.
José Maria Facundes, presidente do Sindcomércio, salienta que o meteórico aumento do comércio informal tem prejudicado quem está dentro da lei, uma vez que para manter as portas abertas existem muitas e onerosas exigências. “Diariamente temos sido surpreendidos por centenas de vendedores ambulantes e precisamos que uma fiscalização com foco nesses ‘comerciantes’ seja intensificada, uma vez que, além de não estarem legalizados, trata-se de algo que claramente configura concorrência desleal e que muito nos prejudica nesta batalha que é manter as portas de nossas lojas abertas”, reforça o dirigente sindical.
Feirantes Outro problema apontado pelos lojistas de Ipatinga que acionaram o Sindcomércio diz respeito aos feirantes que – com a aproximação das principais datas comemorativas do comércio –, vêm para o Centro e se instalam nas praças 1º de Maio e José Júlio do Costa, entre outros locais. “Os feirantes que ocupam esses espaços públicos estão devidamente estabelecidos? Há o pagamento de aluguel e impostos? Não sabemos! Certo é que se trata de mais uma injusta concorrência para os empresários que cumprem à risca suas obrigações fiscais e tributárias”, analisa José Maria.
Solicitações Por meio de ofícios enviados quinta-feira (19) à administração municipal, à Câmara de Vereadores, à Superintendência Regional de Fazenda e ao Ministério do Trabalho e Emprego, o Sindcomércio Vale do Aço pediu que os espaços públicos não sejam liberados nas vésperas das datas comemorativas, bem como haja uma incisiva fiscalização sobre os vendedores ambulantes.
“Elencar justificativas para isso é tarefa simples: não há o pagamento dos devidos impostos, a mão de obra é informal e, em alguns casos, há a venda de produtos aparentemente de má qualidade e procedência duvidosa. Vale lembrar, ainda, que o objetivo das praças é propiciar às pessoas um local para o lazer e qualidade de vida. A finalidade não é ser um mercado a céu aberto”, conclui Facundes.