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Norton Cardoso Almeida é engenheiro eletricista e engenheiro de segurança do trabalho
Nascido em Ipatinga, Norton Cardoso Almeida está entre os representantes eleitos para o Conselho Deliberativo da Petros (fundo de Previdência da Petrobras). Os demais são: André Luís Araújo Santana, da ativa, José Roberto Kaschel Vieira e Herval Candido de Souza Filho, aposentados. Linaldo Coy de Barros e Tereza da Silva Soares foram os escolhidos para o Conselho Fiscal. As três duplas, de titular e suplente, terão um mandato de quatro anos.
Norton e André Luís colheram 11.181 votos em votação concluída e apurada no começo da semana. Nascido em Ipatinga, Norton é engenheiro eletricista e engenheiro de segurança do trabalho. É conselheiro desde 2015 e sempre teve o apoio da CTB, central à qual é ligado.
Em entrevista ao Diário do Aço, explicou que o Conselho deliberativo da Petros é o órgão máximo da previdência dos empregados da Petrobras, responsável pela aprovação da política geral de administração da fundação e de seus planos, como, por exemplo, a política de investimentos e as premissas atuariais. O patrimônio líquido da Petros é calculado em aproximadamente R$ 90 bilhões.
Norton explica que o fundo de pensão da Petros administra vários planos de complementação da aposentadoria, com todo tipo de modelos, ou seja, benefício definido, contribuição definida e contribuição variável. “Temos 37 planos, com problemas em três deles, que são deficitários. Estamos procurando equacionar esses problemas, os outros 34 planos estão com uma situação contábil confortável”, detalha.
Entre as propostas do conselho está a realização de uma campanha de conscientização da categoria sobre os planos de aposentadoria complementar. “O tema é complexo e os trabalhadores precisam dominá-lo”, ressalta.
A respeito da onda de privatizações anunciadas pelo governo Bolsonaro, que mais cedo ou mais tarde pode alcançar a Petrobras, Norton afirma que o cenário é de grande preocupação. “É importante lembrar que vivemos um cenário de profundo desmonte do Estado brasileiro, com alegações pífias, mas que refletem poderosos interesses de banqueiros e agentes do sistema financeiro. Os fundos de pensão, encarados no mercado como uma potencial fonte de lucros, estão na mira desta gente, é notório o interesse na privatização”, observou.
Norton afirma que a Petrobras tem compromissos no balanço com os fundos de pensão e, a depender de como a Petros for dirigida, esses compromissos podem ser excluídos do balanço para facilitar o caminho da privatização. “A Petros pode ser mais uma trincheira nesta luta em defesa da empresa pública e da soberania nacional. É importante ter trabalhadores conscientes do que está ocorrendo no Conselho Deliberativo e no Conselho Fiscal da fundação, sobretudo neste momento histórico”, concluiu.