Hora de reagir

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
O sinal de alerta máximo está ligado no Cruzeiro, embora a equipe celeste tenha ainda todo o segundo turno para evitar o rebaixamento, que só acontecerá se abusar da incompetência, pois existem na fila à sua frente muitos outros times bem piores do que o seu.

A realidade, porém, é dura: encerrou o 1º turno em 17º lugar, com apenas 18 pontos ganhos, aproveitamento de 32%, e estaria rebaixado se a competição terminasse agora.

O argumento ultrapassado de que “time grande não cai” não pode ser levado a sério, depois que outros gigantes como Palmeiras, Corinthians, Internacional, Vasco da Gama, Grêmio e o próprio rival, Atlético, entre outros, passaram pela experiência traumática de disputar a Série B.

A derrota de 1 x 0 para o Palmeiras, no último sábado, poderia ser tratada como um resultado normal, não fosse o momento ruim vivido pelo clube dentro e fora de campo e que exige uma reação imediata, mesmo sabendo que o próximo adversário será nada menos do que o Flamengo, líder e favorito ao título, sábado (21), no Mineirão.

Queda livre
A queda livre do Atlético continua, agora em 9º lugar, cinco derrotas consecutivas após o 3 x 1 sofrido para o time reserva do Internacional, no último domingo, em pleno Independência.
O que se viu outra vez foi um time apático e preguiçoso, cuja maioria dos jogadores, em idade avançada, não suporta o ritmo intenso de competição, ao deparar com adversários bem organizados taticamente e jogadores mais jovens, sobretudo em ambiente de sol forte e calor intenso, como foi no último domingo pela manhã na capital mineira.

Basta dizer que este Atlético tem na zaga o lateral Patric, com 30 anos de idade; Léo Silva, 40; Réver, 34, e Fábio Santos, 34; além do meio-campo Elias, 34 anos. Na frente está o centroavante que fez apenas um gol nas últimas 23 partidas, Ricardo Oliveira, 39 anos de idade; e Di Santo, o reserva imediato, com 30 anos.

Com esta média de idade, que é de 34,5 anos, só considerando a zaga e os dois laterais, o atual Atlético está muito mais para time de peladeiros tipo solteiros e casados, que disputam rodadas de cervejas nos fins de semana, do que para um time profissional à altura de sua grandeza e história centenária.

FIM DE PAPO
• O modo nada profissional como vem tratando os casos de indisciplina envolvendo o jogador Cazares, useiro e vezeiro em aprontar fora de campo, demonstra bem a incompetência da diretoria do Atlético, que não sabe lidar com problemas do gênero. Claro que as atitudes pouco ou nada profissionais do equatoriano acabam influenciando negativamente o ambiente interno do grupo de jogadores, com reflexos dentro de campo.

A disciplina precisa estar em primeiro lugar em qualquer ambiente de trabalho, e a sua não observância leva ao caos. Além de multas pesadas, Cazares já deveria ter sido afastado e estar treinando em separado, até arranjar outro clube disposto a suportar sua falta de profissionalismo.

• Como o nível dessa Copa Sul-Americana é muito baixo, pode ser que o Galo consiga um bom resultado, nesta quinta-feira, contra o modesto Colón, e volte da Argentina com boas condições de chegar à final e conquistar o título. O que não pode é sua diretoria e a torcida acharem que está tudo bem e repetir o mesmo filme dos últimos anos, que seria renovar para mais uma temporada com essa turma do “já deu”.

• O técnico Rogério Ceni cumpriu a promessa de fazer mudanças e barrou vários medalhões do time, que assim jogou melhor, mesmo perdendo para o Palmeiras. Edílson nem viajou a São Paulo, enquanto Thiago Neves, Robinho, Egídio e até Dodô ficaram no banco de reservas.

O jovem zagueiro Cacá, mesmo tendo falhado no gol palmeirense, esteve bem, e o mesmo se pode dizer de Rafael Santos na lateral esquerda e Ederson no meio-campo, que precisam de uma sequência maior para que possam se firmar como titulares. O duro é ainda ter que aguentar Fred e Sassá como opção no comando do ataque. Rogério Ceni precisa de todo apoio para seguir barrando os medalhões, que estão jogando apenas com o nome.

• O Brasileirão dá um tempo neste meio de semana porque teremos a final da Copa do Brasil, entre Internacional e Athlético Paranaense, quarta-feira, em Porto Alegre, onde o rubro-negro paranaense jogará pelo empate para conquistar o título. Na quinta-feira haverá o começo das semifinais da Copa Sul-Americana, com o Galo na Argentina enfrentando o Colón, atualmente em 14º lugar no campeonato de lá, que tem vinte e quatro participantes. A semana promete fortes emoções. (Fecha o pano!).
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