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Moradores questionam medição da Copasa; histórico de consumo de prédio saltou da média de 140 mil litros para 198 mil
Alguns consumidores residenciais da Copasa levaram um susto com a conta de água referente ao consumo entre os meses de agosto e setembro. Em alguns casos o valor quase dobrou. Faltam explicações claras a respeito das contas. Essa semana chegaram à redação do Diário do Aço três casos parecidos. Em primeiro de agosto entrou em vigor um reajuste de 8,38%, mas conforme os consumidores, na prática a conta veio com um valor bem acima. No caso de um condomínio residencial no bairro Parque das Águas, em Ipatinga, a conta saltou de R$ 1.095,42 para R$ 2.114,72, uma diferença de 93%.
No cruzamento de dados dos hidrômetros internos dos apartamentos, para uso pela administração do condomínio, nenhuma unidade apresentou consumo acima da média individual. Mas na conta da Copasa, de uma média histórica de 145.000 litros faturados, a conta do condomínio apresenta na fatura atual a cobrança de 198.000 litros. "Se não há vazamentos no prédio e nenhuma unidade apresentou consumo acima da sua média individual, registrada nos hidrômetros dos apartamentos, de onde a Copasa tirou esse consumo?", indaga um dos moradores.
Os outros dois casos trazidos por leitores à redação têm a mesma história. Sem anormalidade no consumo, mas a conta veio em dobro. Procurada pela reportagem do Diário do Aço, a Copasa informou que não vai se pronunciar sobre casos específicos e encaminhou a seguinte nota: “A Copasa informa que o esclarecimento de dúvidas pontuais sobre a conta de água deve ser realizado diretamente na agência de atendimento localizada à rua Tiradentes, 96, bairro Cidade Nobre, em Ipatinga. Nesse caso específico, o síndico poderá verificar a demanda mediante apresentação de documento que comprove sua função no condomínio, além da leitura atual”.
Um representante da administradora de um dos condomínios esteve no escritório e saiu de lá sem uma explicação considerada conclusiva. Primeiro, a empresa solicitou que fosse realizado um teste padrão para verificar vazamentos. Esse teste foi executado e o resultado foi negativo.
Por fim, a empresa orientou que se faça um monitoramento do hidrômetro principal, por sete dias, para verificar se há anormalidade na medição e se haverá necessidade de aferir o medidor.
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Moradores levaram um susto com a conta de setembro, com o valor em dobro em relação ao mês anterior
Cobrança pela média A reportagem do Diário do Aço obteve, entretanto, outra versão. Nos meses anteriores a companhia estava sem funcionários em quantidade suficiente para fazer leituras presenciais dos hidrômetros. Dessa forma, faturas foram emitidas para vários consumidores com base na média. Essa informação consta, inclusive, em contas às quais a reportagem teve acesso.
Entretanto, ao retomar a leitura presencial na primeira semana de setembro, a ligação que apresentou consumo acima da média teve cobrado, ao mesmo tempo, o consumo real do mês de agosto mais a diferença do que ficou acima da média dos meses anteriores, o que gerou faturas com valores que chegam a ser o dobro do que vinha sendo cobrado.