Sem saída

Fernando Rocha

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Fernando Rocha
O Atlético tem hoje outro jogo complicado no Campeonato Brasileiro, dias antes de uma decisão pela Copa Sul-Americana, na próxima quinta-feira, diante do Colón, um time da província de Santa Fé, na Argentina, pequeno, é fato, mas de muita tradição.

O horário, 11h, no Estádio Independência, vai exigir muito dos jogadores na parte física, além do adversário ser o Internacional, que deverá vir a campo com um time reserva, em razão da decisão na Copa do Brasil.
O Atlético não vence há quatro rodadas, razão pela qual despencou para o 8º lugar na tabela de classificação, muito por culpa das escolhas erradas feitas pelo técnico Rodrigo Santana, que tem insistido demais com jogadores como Chará, Cazares e Ricardo Oliveira, além do estabanado Zé Welison, que ao entrar no time só faz lambança.

Nada contra O Galo priorizar a Copa Sul-Americana, afinal de contas, está na semifinal, faltando apenas quatro jogos para conquistar o título e garantir vaga na fase de grupos da Copa Libertadores no próximo ano, além de faturar um bom dinheiro da premiação. Mas para mim, agora é o momento de colocar um time forte em campo, sem poupar tantos titulares, e vencer quem vier pela frente. Não há outra saída.

Sinais do fracasso
O Cruzeiro foi o time mais elogiado no começo de 2019, por ser bicampeão consecutivo na Copa do Brasil e ganhar o estadual, além de fazer o que todos consideravam ser uma ótima campanha na Copa Libertadores, embora o seu grupo fosse dos mais fáceis da competição.

Mas, já na final do Mineiro a equipe dava sinais do que estava por vir, ao derrotar o maior rival, Atlético, mergulhado numa grave crise com troca de técnico etc, valendo-se de uma intervenção do VAR, para logo em seguida perder uma longa invencibilidade ser derrotado pelo fraco Emelec, do Equador, em pleno Mineirão, ainda que usando um time reserva, na última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Veio a parada para a Copa América e o time comandado por Mano Menezes voltou pior ainda. Na disputa que travou com o Fluminense pela Copa do Brasil, escapou por pouco da eliminação, sendo goleado em seguida de 4 a 1 pelo mesmo tricolor, no Brasileirão.

Por sorte, depois disso conseguiu eliminar o rival Atlético, nos pênaltis, o que mascarou as deficiências técnicas gritantes da equipe, aquilo que, na área médica, é chamado de “falso positivo ou negativo”.
Mas não é todo dia que Fábio consegue salvar o time, e assim, foi eliminado da Copa Libertadores, também nos pênaltis, para o River Plate, resultando na troca de treinadores, além da última humilhante eliminação, quando foi facilmente goleado por 3 x 0 pelo Internacional, na Copa do Brasil.

FIM DE PAPO
• Sem contar o jogo de ontem com o Palmeiras, o Cruzeiro obteve nesta temporada 21 vitórias em 48 jogos, sendo 11 delas no Campeonato Mineiro, que, pelo baixo nível técnico dos competidores do interior, não serve como parâmetro para avaliações técnicas. Se, por um lado, o desastre administrativo com a atual diretoria era algo previsível, em razão das dívidas milionárias herdadas e de sua gestão no mínimo temerária, o time em campo também dava sinais de estar abrindo o bico.

• No entanto, os seus dirigentes, a torcida e nós da imprensa ficamos todos iludidos com alguns brilharecos da equipe celeste em jogos de mata-mata, mesmo aos solavancos ou pegando no tranco, até chegar onde hoje está, à beira de acontecer a tragédia que seria o rebaixamento inédito do clube à Série B nacional, faltando pouco mais de um ano para completar 100 anos de fundação.

• Em meio ao turbilhão de críticas à arbitragem, sobretudo os erros de interpretação das imagens por parte do VAR, o responsável pelo setor na CBF, ex-árbitro Leonardo Gaciba, reclama que no futebol brasileiro não se possa escalar árbitros de um estado em jogos de clubes de seu próprio estado. Na prática seria como um árbitro mineiro escalado para apitar um jogo do Galo ou Cruzeiro, contra um time baiano, gaúcho, carioca, paulista. E vice-versa.

• Hoje, mesmo com muitos erros, o índice de acertos do VAR é bem maior. A volta dessa prática de triste memória, sugerida por Gaciba, que vigorou até o fim década de 1980, no século passado, seria um retrocesso inadmissível, algo assustador.

Só quem não viveu aquela época, como o próprio Leonardo Gaciba, poderia sugerir a volta dos Wrights, Aragões e Arppis Filhos, tipos quase em extinção devido aos avanços tecnológicos e a cobertura maciça da TV, que diminuíram a influência maléfica e direta desses personagens, nos resultados que mudaram de mãos títulos importantes. ‘Vade retro’, Gaciba, com esta ideia ou proposta ridícula. “O VAR não erra, a mediocridade, sim...” Oscar Roberto Godói, ex-árbitro paulista e da Fifa, hoje colunista do portal UOL. (Fecha o pano!)
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