Usiminas anuncia ação para reduzir poluição em Ipatinga

Usiminas anuncia implantação da rede de monitoramento de material particulado em Ipatinga

Divulgação


Entre as ações previstas pela empresa estão a instalação de rede de monitoramento de material particulado e canhões de névoa para evitar sua dispersão

A Usiminas anuncia que vai implementar uma série de novas iniciativas de controle ambiental na usina em Ipatinga. A proposta é mitigar os impactos de suas operações industriais e contribuir para uma melhor percepção da comunidade sobre eles. Entre as medidas previstas pela empresa estão a implantação, já em fase de acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e 9ª Promotoria de Meio Ambiente de Ipatinga, de uma rede de monitoramento de material particulado em Ipatinga. O objetivo é quantificar e qualificar o material.

A Usiminas ressalta que a qualidade do ar na cidade, considerando todas as fontes emissoras (indústrias, trânsito, queimadas etc.) já é objeto de monitoramento por meio de quatro estações instaladas desde 2008 nos bairros Bom Retiro, Cariru, Cidade Nobre e Veneza, com envio de dados on-line para o Ministério Público e FEAM.

Outra medida anunciada pela empresa é a implantação, nos próximos meses e inicialmente em fase de testes, de canhões de névoa com o objetivo de reduzir o material em suspensão antes que ocorra a dispersão para fora dos limites da empresa. Dois canhões serão instalados experimentalmente na área de sinterização.

Medidas já adotadas

Segundo a empresa, o controle ambiental é um compromisso e são feitos investimentos permanentes em seus processos. No ano passado, a empresa investiu, entre outras frentes, na modernização das áreas de despoeiramento do Alto-Forno 1 e da Sinterização, onde foi instalado, recentemente, um lavador de pneus de caminhões para evitar o carreamento de material para as vias internas da Usina e consequentemente a suspensão do mesmo pelo trânsito interno de veículos. Outros investimentos nessas áreas estão sendo avaliados pela companhia.

Na área de Manutenção foi estruturada, ainda, uma equipe dedicada às atividades diretamente relacionadas às questões de Meio Ambiente e aumento do efetivo de profissionais responsáveis pelos equipamentos ambientais.
A expectativa da empresa é que as medidas já adotadas recentemente e as demais em estudo e testes garantam resultados efetivos que possam mitigar cada vez mais os impactos das atividades operacionais na cidade. As operações da Usiminas, como as de outras indústrias, geram impactos que são reconhecidos e tratados pela empresa, garante a siderúrgica. “Mais que seguir rigorosamente as diretrizes ambientais legais, a companhia investe permanentemente em ações e equipamentos capazes de reduzir esses impactos”, apontou a empresa.

Sustentabilidade

A empresa informa que mantém 1.758 hectares de áreas preservadas, e possui um viveiro de mudas instalado em Ipatinga. A área verde ocupa 204 hectares e foi toda plantada pela empresa em um antigo pasto adquirido ainda na década de 1960, que é hoje uma Reserva Privada do Patrimônio Natural. A cada ano, de lá, saem cerca de 20 mil mudas que são usadas na arborização das áreas da Usiminas, recuperação de nascentes e mata ciliares e doadas para prefeituras e para a comunidade por meio de diversas campanhas solidárias ao longo do ano. Desde sua criação, mais de 3 milhões de mudas cultivadas no espaço ajudaram a recuperar áreas e contribuíram para transformar a então paisagem de Ipatinga em uma cidade com uma extensa área verde, aponta a siderúrgica.

A Usiminas também lembra que é responsável pelo Xerimbabo. Programa que, em 35 anos de existência, já beneficiou 2,5 milhões pessoas e tem um papel na conscientização de estudantes e moradores do Vale do Aço em relação à preservação ambiental.

Outra iniciativa recente é o programa Mobiliza, que reúne o “Caminhos do Vale” e o “Todos pela Água”, uma iniciativa relevante, que vem ganhando cada vez mais adeptos e com ações que já ultrapassam a região do Vale do Aço. Em pouco mais de quatro anos, já foram contabilizados, entre outros resultados, a recuperação de mais de 1,6 mil quilômetros de estradas rurais e outros 80 quilômetros de vias urbanas em 54 municípios, com o uso do agregado siderúrgico anteriormente encaminho para aterros, além da recuperação de mais de 3 mil nascentes, destacou a Usiminas.

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Comentários

Adenilson 15 de Setembro, 2019 | 12:17
O pior é que o material particulado respirado acumula nos pulmões e nunca mais saem, é cumulativo, isto é, só aumenta. E para os que são a favor de que os custos para filtrar são altos e inviabilizam a empresa imaginem: se a empresa não gasta, quem assume. O cidadão, a prefeitura o SUS e etc. Nada é de graça. E estamos pagando com a nossa qualidade e quantidade de vida.
Bruno Machado 11 de Setembro, 2019 | 14:00
a cidade depender economicamente da empresa não significa que tá tudo liberado... toda empresa, inclusive a usiminas precisa ter responsabilidade ambiental...
José Eustáquio 11 de Setembro, 2019 | 11:31
No imbaúbas, além da poluição da Usina, tem a poluição do pátio de escória da Harsco. Terrivel.
Falo Nada 11 de Setembro, 2019 | 10:33
Lampião sincero, quem nos comentários foi falso ou fingido? Foi a sua falta de interpretação que constatou isto? Ou você fica soltando palavras sem ao menos saber o que significa? Entenda o contexto para evitar comentário sem fundamentos!!!!
Pouco Pó é Bobagem!!! 10 de Setembro, 2019 | 22:32
Ué, ninguém acreditou?
L@mpiao Sincero 10 de Setembro, 2019 | 21:21
Cambada de hipócritas... Quero ver a região do Vale do Aço sobreviver sem a empresa... Ou vcs acham que a Cenibra e a Aperam dão conta de sustentar nossa região.
Se tem problema que seja resolvido e ponto, quem reclama e não tem bom senso com certeza depende da empresa para sobreviver.
Consolação Aparecida Castilho de Castro 10 de Setembro, 2019 | 17:46
poluição da usina piorou muito nos 2 ultimos anos... acidentes, o povo deixando solto
Marco 10 de Setembro, 2019 | 14:28
Aos que reclamam da Usiminas, saibam que a estrada de ferro e a usiminas chegaram muito antes da cidade existir que foi construida dentro da faixa de poluição da usiminas e se a empressa fosse seguir todos os protocolos ambientais sem emitir residuo algum sua atividade se tornaria inviavel e a cidadade estaria quebrada... então entendam! sem poluição sem Ipatinga!
Henrique 10 de Setembro, 2019 | 12:43
E vcs acreditam nisso? Vai ser mais um sistema de despoeiramento que não vai funcionar. Assim como o restante da área de redução
Antônio 10 de Setembro, 2019 | 12:25
Não precisa somente de teste da Usiminas pra medir o quantitativo de minério espalhado pela cidade. Cada cidadão pode fazer um teste, demarque uma área de um metro quadrado num lugar qualquer na sua casa com fita, espere o pó cair por uma hora, junte o pó, pese na balança e faça as contas, simples assim, já se tem uma ideia do absurdo que é. No bela vista você termina de lavar o carro e já fica cheio de minério de ferro por cima.
Mtb 10 de Setembro, 2019 | 10:12
Nos bairros próximos chove minério o dia todo ea máquina fala q a qualidade do ar e boa claramente tem manipulação
Alex 10 de Setembro, 2019 | 08:18
Só acredito vendo resultado no dia dia. Que não seja algo como os monitores de qualidade do ar já existentes, que indicam qualidade boa ou regular mesmo com chuva de pó sobre eles. Deve haver fiscalização dos órgãos ambientais, é impossível não lembrar da vale.
Guto F. Vaz 10 de Setembro, 2019 | 08:12
"Monitorar, quantificar e qualificar"

Mas que piada é essa??? Há meio século a Usiminas vem poluindo a cidade, obrigando o cidadão ipatinguense a conviver com essas partículas e resíduos no ar que a gente respira.

Quer quantificar? Deixe um veículo na região central durante o dia, ao final do expediente vejam quanto pó preto acumulou em cima, calcule a área do carro, multiplique por todo o perímetro das proximidades da usina (centro, Iguaçu, vila Ipanema, etc) e aloha:

Tá aí a quantidade de pó que tá caindo.

Quer qualificar? Pegue uma amostra e envie para um laboratório, simples assim... em uma semana saberemos a química nada saudável desse composto.

Na verdade essas medidas anunciadas são uma forma de dar uma satisfação aos leigos, à massa de manobra, de modo que a pessoa lê a notícia e se anima com a pseudo preocupação demonstrada.

Não resta dúvidas que em 15 dias esses dados já poderiam perfeitamente estar disponíveis para os órgãos interessados, que demore um mês, quantos anos já se passaram.

A lástima é que estamos no Brasil, terra sem lei, aliás onde a lei beneficia e legitima ações de um pequeno grupo... aqui o interesse econômico sobressai sobre a qualidade de vida da população, sobre o meio ambiente e tudo mais. Basta olhar para os problemas que a Vale causou recentemente...

Qual o índice de doença respiratória no Vale do Aço? Levantem esses dados junto aos órgãos públicos dessa área de competência e também no atendimento particular do HMI, apesar que ele é da usina não é (vejam como os interesses se "fundem", relação muito intrínseca nisso também).

Qual o índice de doença nos olhos que as nossas crianças têm apresentado? Pois é,na região do vale do aço é muito comum doenças como o ceratocone, que tem como uma das causas o ato de coçar os olhos de forma contínua e na tenra idade... É uma doença que causa a perda gradativa da visão e em casos extremos exige até um transplante de córnea.

Tudo isso consequência do pó preto, vou nem citar o prejuízo econômico de quem precisa tá limpando a casa 2x ao dia (pra não ficar limpa por muito tempo) e aí já inclui consumo de água, mais tempo perdido... ou quem precisa pagar lava jato 3 vezes por semana se quiser seu carro limpo, sabendo que esse pó preto acumulado sobre a pintura causa danos quando exposto ao sol infernal aqui da cidade...

E várias outras situações desagradáveis que passamos.

Quem realmente lucra com a Usiminas mora bem longe daqui, para nós ficam somente as migalhas pecuniárias e o incalculável prejuízo a médio/longo prazo.
Alex 10 de Setembro, 2019 | 08:10
Só acredito vendo resultado no dia dia. Que não seja algo como os monitores de qualidade do ar já existentes, que indicam qualidade boa ou regular mesmo com chuva de pó sobre eles. Deve haver fiscalização dos órgãos ambientais, é impossível não lembrar da vale.
Falo Nada 10 de Setembro, 2019 | 08:06
Quando irão instalar um destes monitores no bairro Vila Ipanema? De preferência na entrada do bairro, ( rua Flamengo ) aí sim acreditaria nesta promessa, que há anos a Usiminas promete e nunca sai do papel; e na pratica os resultados todos os moradores dos bairros: Vila Ipanema,Contigente,Cariru, Das Águas ,Bom Retiro,Iguaçu e Centro, já conhecem e sofrem há anos com todo este material particulado que é lançado 24hs por dia.
Raiane 10 de Setembro, 2019 | 01:03
Parabéns pelas medidas tomadas e pelos futuros projetos contra a poluição. Sabemos que tem muito ainda para ser feito para redução dos poluentes,mas já é e vem sendo uma grande iniciativa por parte da Usiminas e, para que a população fique ciente disso, a empresa precisa mesmo divulgar os seus feitos a fim de deixar claro a sua preocupação para com a população do vale do aço.
João de Souza Costa 09 de Setembro, 2019 | 19:40
Gostaria de saber porque a Usiminas e demais empresas auxiliares não providenciam o pavimento da Av das Indústrias Auxiliares no bairro Bom Retiro em Ipatings-MG. Todo ano na época da seca quem trabalha ou passa pelo local toma um banho de poeira, literalmente respira e come a poeira levantada pelos automóveis e caminhões.
Marcelo 09 de Setembro, 2019 | 19:14
Monitor é muito pouco. Todo mundo já sabe que a Empresa tá poluindo demais. Deixa seu carro na rua a noite no Cariru e adjacências e comprove. Quinta-feira passada no Iguaçu, parecia que estava chovendo minério. Um absurdo que todos já sabem e não fazem nada. Cadê os órgãos ambientais?

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