Suspensão parcial dos atendimentos pelo SUS em hospital de Timóteo completa dois meses

No domingo (8), completou dois meses que o hospital está com esse funcionamento restrito

Wôlmer Ezequiel


O Hospital Vital Brazil/São Camilo atende pelo SUS apenas os casos de emergência e muita urgência

Os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Vital Brazil/São Camilo (HMVB), em Timóteo, ainda estão suspensos, de forma parcial. Apenas os casos de emergência e muita urgência são atendidos na unidade. No domingo (8), completou dois meses que o hospital está com esse funcionamento restrito.

A assessoria de Comunicação da mantenedora do hospital, a Sociedade Beneficente São Camilo, informou ao Diário do Aço, nesta segunda-feira (9), que “os atendimentos pelo SUS ainda funcionam apenas para urgência e emergência, conforme classificação de risco. No entanto, há um encontro agendado para o próximo mês entre representantes do hospital e do Governo do Estado para resolver a atual situação”.

Dívida

Conforme já divulgado pelo Diário do Aço, em julho deste ano, a administração de Timóteo recebeu um comunicado da Fundação São Camilo - Hospital e Maternidade Vital Brazil (HMVB), anunciando a suspensão parcial dos atendimentos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do dia 8 de julho. O ofício, que chegou para o governo municipal, trazia como motivação um débito do Estado de Minas Gerais com a instituição.

No mesmo mês, a mantenedora do HMVB alegou que, ao todo, a dívida do Estado com a instituição ultrapassava R$ 2,2 milhões. “Está com atrasos no repasse por parte do governo estadual desde outubro de 2018, nos valores a começar pelo mês de outubro/2018: R$ 231.689,31, R$ 397.477,04 (novembro), R$ 397.477,04 (dezembro), R$ 96.388,19 (fevereiro), R$ 397.477,04 (março), R$ 128.388,18 (abril) e R$ 597.477,04 (maio), somando um montante de R$ 2.246.347,30”.

Dificuldade

Já em agosto, em entrevista ao Diário do Aço, o superintendente regional de Saúde, Ernany de Oliveira, alertou acerca da dificuldade de o Estado quitar a dívida de R$ 2,2 milhões, aproximadamente, com o HMVB, assim como qualquer outro hospital em Minas Gerais, nesse momento. Ele também aproveitou para informar que, desde julho, “o governo estadual paga 100% do programa Rede Resposta, enquanto para o Pro-Hosp, que é um programa de fortalecimento da gestão hospitalar, o estado está pagando 75% do valor adequado”.

Para a população não ficar desassistida com a suspensão parcial dos atendimentos no HMVB, foi criado um fluxograma, envolvendo unidades de saúde de Timóteo e o Centro de Saúde João Otávio, para atender essa demanda.

Outros casos

Essa não foi a primeira vez que o hospital fez essa suspensão parcial. O caso mais recente ocorreu em setembro do ano passado, quando a unidade apenas normalizou os atendimentos pelo SUS após dois meses. O motivo dessa ação também foi devido ao atraso no repasse das verbas do Governo de Minas para a instituição.

Antes disso, o HMVB suspendeu, de forma parcial, os atendimentos eletivos pelo SUS por duas vezes em 2018. A primeira foi uma paralisação de alerta, por 24 horas, entre os dias 3 e 4 de abril de 2018. Enquanto a segunda ocorreu entre 26 de junho e 9 de julho de 2018. Todos os casos eram relacionados ao atraso do repasse de verba do governo estadual.
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Comentários

Zeze 10 de Setembro, 2019 | 19:16
Prezado Marcio, disseram ser o "Novo", porém a divida é velha e INFELIZMENTE dinheiro não dá em árvore. Para isso mudar depende mais de medidas federais do que estaduais ou municipais. Libertar um país do socialismo, demanda anos e anos. Nas ciencias economicas não existe milagres e sim atitudes que irão refletir no agora, e principalmente, no futuro da nação.
Hans 10 de Setembro, 2019 | 15:43
Eles menosprezaram nos de fabriciano quando estavamos sem hospital. Agora é a prefeitura que toca o hospital. Pode ate fechar mas dizem que esta melhor que antes.
Márcio Moreira 10 de Setembro, 2019 | 13:10
NÃO DISSERAM QUE ERA "NOVO", REALMENTE UM "NOVO"!!! COM AS MESMAS PRÁTICAS VELHAS, DE NOVO AÍ É SÓ O NUMERO 30 !!!
Antonio 10 de Setembro, 2019 | 07:25
OS MÉDICOS QUE ATENDEM ATRAVÉS DE PJ ( PESSOA JURÍDICA) ESTÃO SEM RECEBER DESDE ABRIL. SERÁ QUE OS DIRETORES DA GRS E OS DIRETORES DO HMVB ESTAO SEM RECEBER TAMBÉM?.

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